Extinta há 50 anos, pomba-de-socorro tem 8 novos filhotes
Com uma população mundial estimada em torno de 200 aves, qualquer ninhada reforça a chamada “população de seguro”, formada apenas por indivíduos em cativeiro.
A espécie de ave conhecida como pomba-de-socorro, antes considerada extinta na natureza desde a década de 1970, hoje sobrevive graças a programas de reprodução em cativeiro em zoológicos da Europa e América do Norte, somando cerca de 200 indivíduos sob cuidados humanos.
O que torna a população atual da pomba-de-socorro tão limitada?
Com uma população mundial estimada em torno de 200 aves, qualquer ninhada reforça a chamada “população de seguro”, formada apenas por indivíduos em cativeiro.
Essas aves vivem exclusivamente em instalações de conservação, onde equipes controlam alimentação, saúde, manejo de ninhos e formação de casais.
O nascimento recente de oito filhotes em um grande zoológico europeu indica que os casais reprodutores estão adaptados e capazes de sustentar novas gerações.
Em cativeiro, mostram preferência por pares ou pequenos grupos, com divisão de cuidados entre macho e fêmea, o que facilita o manejo diário.
One of the RAREST birds you will ever see!
— Chester Zoo (@chesterzoo) August 26, 2025
Eight Socorro dove chicks – a species extinct in the wild since the 1970s – have just hatched at the zoo! 🐣 There are only around 200 left in the world, so every single chick is a huge part of bringing this rare bird back from the… pic.twitter.com/Mm8CV9aubt
Por que a pomba-de-socorro desapareceu do seu habitat natural?
A pomba-de-socorro é originária da Ilha de Socorro, no Pacífico mexicano, onde evoluiu com poucos predadores naturais.
A introdução de ovelhas e a presença humana crescente degradaram a vegetação nativa, comprometendo áreas de alimentação e nidificação.
Com a instalação de uma base naval, gatos domésticos tornaram-se ferais e passaram a caçar ativamente as aves, agravando o declínio.
Abaixo estão os principais fatores que levaram ao desaparecimento da espécie na natureza:
- Introdução de animais domésticos predadores, como gatos ferais
- Degradação severa do habitat pela presença de ovelhas
- Ausência de ações de conservação imediatas no início do declínio
- Janela curta de reprodução devido a eventos climáticos extremos
Como funciona o programa de reprodução em cativeiro da espécie?
O programa de reprodução em cativeiro da pomba-de-socorro foi formalizado em meados da década de 1990, com um plano coordenado de manejo genético entre instituições europeias e norte-americanas.
O objetivo central é manter a maior diversidade genética possível em uma população pequena, reduzindo riscos de consanguinidade.
Na rotina, as equipes acompanham ninhos, monitoram peso dos filhotes, realizam exames veterinários e controlam doenças. As ações incluem:
- Formação de casais com base em dados genéticos internacionais
- Monitoramento de postura de ovos e cuidados na incubação
- Acompanhamento do crescimento e independência dos filhotes
- Registro detalhado de cada indivíduo em bancos de dados globais
- Planejamento de futuras reintroduções em ambiente adequado

Quais condições são necessárias para reintroduzir a espécie na natureza?
A reintrodução da pomba-de-socorro na natureza é uma meta de longo prazo que depende da recuperação da Ilha de Socorro.
Não basta aumentar o número de aves; é preciso restaurar o habitat, controlar predadores introduzidos e garantir alimento e locais seguros para nidificação.
Projetos em andamento focam na restauração de ecossistemas, remoção ou controle de gatos ferais e recuperação da vegetação nativa.
Experiências com outras pombas ameaçadas mostram que a cooperação internacional entre zoológicos e entidades de conservação pode viabilizar esse retorno.
Qual é a importância atual da pomba-de-socorro para a conservação?
Cada novo filhote representa um reforço estratégico para manter a espécie viva até que seu ambiente original esteja apto a recebê-la.
A espécie tornou-se um caso emblemático de como a reprodução em cativeiro pode evitar a extinção completa de aves insulares.
O acompanhamento constante por zoológicos, pesquisadores e organizações de conservação mantém a população estável em cativeiro e oferece base técnica para futuras tentativas de reintrodução na Ilha de Socorro.
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