Toffoli prorroga investigações sobre Banco Master por 60 dias
Decisão do ministro do STF atende a pedido da Polícia Federal
O ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira, 16, por mais 60 dias a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) no caso do Banco Master.
A decisão atende solicitação da própria PF.
“Considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro no despacho.
No Supremo, Toffoli é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo a instituição financeira, liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.
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Tudo muito esquisito
A condução do caso por Toffoli é esquisita desde o motivo que levou a questão para o STF — a citação do nome de um deputado numa intenção de compra de imóvel que não se concretizou.
Desde então, o ministro decretou sigilo absoluto, marcou uma acareação que não tem previsão legal, contra indicação do Ministério Público Federal, e decretou que todas as apreensões da segunda fase da Compliance Zero fossem lacradas no STF.
Toffoli voltou atrás das decisões sobre a acareação e a lacração das provas, mas indicou perguntas a Daniel Vorcaro, dono do Master, e mandou recados para a PF e o Banco Central, numa condução caótica do caso.
Família
Para piorar, reforçam-se a cada dia os laços de familiares do ministro com o Banco Master.
O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, é um dos donos de um fundo de investimentos que aportou 6,6 milhões de reais no resort Tayayá.
O empreendimento teve entre seus principais acionistas familiares do relator do caso do Master, que, não bastasse, viajou com um dos advogados que atuam no caso para a final da Libertadores, no Peru.
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