O péssimo histórico de Toffoli
Transparência Internacional relembra decisões anteriores do ministro e cobra atuação da PGR no caso Master
A ONG Transparência Internacional – Brasil relembrou o histórico controverso do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar sobre o caso Master.
Em postagem no X, a TI afirmou que o histórico do ministro na Corte “é suficiente para tonar vã qualquer expectativa de que se afaste do caso Master“, citando a anulação da delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, as provas da Odebrecth e outros processos.
“É um juiz que não se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento que o citava e email citando o “amigo do amigo de meu pai”; (3) suspender multa de 10bi da J&F, que tinha sua esposa como advogada.”
Segundo a Transparência Internacional, o procedimento correto seria o procurador-geral da República (PGR) peticionar pelo impedimento do ministro e, após eventual negativa de Toffoli, o caso ser submetido à votação do colegiado do STF, como prevê a legislação.
“Mas a única hipótese disso ocorrer é a sociedade se mobilizar massiva e insistentemente pela atuação independente da PGR e do STF e pela defesa do interesse público”, conclui a TI.
Toffoli e o Master
Como mostramos, duas empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à rede de fundos usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades. A informação consta de documentos e bases oficiais analisados pela Folha.
De acordo com a reportagem, o Arleen manteve participações na Tayayá Administração e Participações, que teve integrantes da família de Toffoli como sócios, e na DGEP Empreendimentos, incorporadora da mesma cidade que tinha como sócio um primo do ministro.
Como revelou O Antagonista, em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli, eram sócios do Tayayá Aqua Resort.
A ligação do Arleen Fundo de Investimentos com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen foi cotista do RWM Plus, que também recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arleen não é alvo direto da investigação.
Leia mais: A ligação entre o cunhado de Vorcaro e a família Toffoli
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