"É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário", diz ex-AGU

o antagonista

Assine Entre

28.08.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

“É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário”, diz ex-AGU

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 14.04.2019 10:00 comentários
Brasil

“É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário”, diz ex-AGU

Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, o ex-AGU Fábio Medina Osório escreveu um artigo exclusivo para O Antagonista. Ele aborda o cenário de "intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da Operação Lava Jato", assim como os "pedidos de impeachment" contra alguns ministros do Supremo que acreditam ser inimputáveis...

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 14.04.2019 10:00 comentários 0
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, o ex-AGU Fábio Medina Osório escreveu um artigo exclusivo para O Antagonista.

Ele aborda o cenário de “intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da Operação Lava Jato”, assim como os “pedidos de impeachment” contra alguns ministros do Supremo que acreditam ser inimputáveis.

Leiam a íntegra:

Discute-se, no Congresso Nacional, a perspectiva de averiguar atos de membros do Judiciário brasileiro. Ao mesmo tempo, há pedidos de impeachment contra membros da magistratura nacional perante o Senado, que lá tramitam. E, ainda, discute-se a possibilidade do aperfeiçoamento da legislação em torno ao princípio da responsabilidade de membros da magistratura e Ministério Público por atos enquadráveis na ampla categoria do abuso de autoridade.

No mesmo cenário, há intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da operação “lava jato”, culminando em apurações sobre supostos ilícitos contra a honra de agentes públicos. Eis o contexto para uma discussão sobre a responsabilidade das instituições fiscalizadoras no Brasil.

Nenhum Poder paira acima dos órgãos de controle da República. Se existem indícios de membros do Judiciário ou do Ministério Público com práticas indevidas, seja na esfera do abuso de poder ou de autoridade, seja no âmbito do enriquecimento ilícito, ou do protagonismo indevido no campo eleitoral, tais condutas devem ser apuradas. Inviável que órgãos fiscalizadores usem de suas prerrogativas para alavancar candidaturas eleitorais ou benefícios políticos, evidentemente, assim como impossível tolerar crimes contra a honra de quem quer que seja. Eventual debate entre agentes públicos, em juízo, nas mídias sociais, ou em qualquer esfera, deve pautar-se pelos deveres de urbanidade, lealdade institucional, e respeito à honra.

E também inaceitável que agentes públicos desprezem legislação de regência e administrem pessoas jurídicas, auferindo lucros incompatíveis com o estatuto de suas profissões, tópico que pode suscitar um olhar sobre magistrados ou membros do Ministério Público que ostentam vida de empresários. Todo o universo do conflito de interesses é de ser cobrado dos membros das carreiras do Ministério Público, magistratura e advocacias públicas. Nada mais natural que a sociedade queira maior transparência de todos os Poderes da República, nos tempos atuais.

É certo, nesse contexto, que também maior responsabilidade se deve exigir dos fiscalizadores quanto às ações desencadeadas em juízo ou fora dele, no tocante às pessoas físicas ou jurídicas. E as regras de impedimento e suspeição devem valer para todos os agentes públicos, de qualquer escalão. O esvaziamento das regras atinentes a conflitos de interesses deteriora o princípio da imparcialidade e a independência que se deveria exigir dos membros da magistratura e do Ministério Público. O parâmetro comportamental dos Ministros do STF, como paradigma das demais carreiras, é consequência do sistema piramidal que construímos.

Um tema que deve suscitar maior responsabilidade dos agentes do Estado, no atual momento histórico, é o das colaborações premiadas. Vale lembrar que um investigado, quando deduz uma imputação contra alguém, formalizando-a através dos respectivos “anexos”, não raro juntamente com sua confissão, deveria trazer sólidos indicativos de corroboração para respaldar suas assertivas. Esse jogo das delações, no mercado do escândalo, abre precedentes perigosos para manipulações temerárias em outros terrenos, inclusive eleitorais e empresariais, se não houver um filtro adequado em torno à idoneidade das colaborações premiadas e responsabilidade dos órgãos de controle.

Noutras palavras, é imperioso averiguar se existe, de fato, um descontrole sobre as investigações nas instituições fiscalizadoras no Brasil, ou se há critérios racionais, lógicos, legais, e de unidade institucional, que norteiam as colaborações premiadas e os atos investigatórios em curso. Nos últimos tempos, emergem algumas confissões que, de modo ostensivo, já revelam não possuir provas do quanto alegam, mas proporcionam nítido espetáculo político e midiático, com potenciais prejuízos no mundo empresarial.

Nesse ritmo, o que impede alguém de resolver delatar as próprias autoridades que colhem as delações? Não seria interessante ter limites éticos mínimos para os contatos entre membros do Ministério Público ou polícias e investigados, através de filmagens das negociações? Creio que esse aperfeiçoamento será imprescindível às instituições, no atual estágio de maturidade.

A temática da responsabilidade dos membros das instituições fiscalizadoras envolve o princípio republicano e é extremamente oportuna em termos de aperfeiçoamento do sistema normativo brasileiro. A impunidade historicamente reinante no país sempre alcançou integrantes das instituições fiscalizadoras, não há dúvida. Aquele que fiscaliza tem maiores imunidades perante a fiscalização. É hora de mudar também esse paradigma.

Fábio Medina Osório

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

A alma mais honesta chamada Lula não resiste a uma foto

A alma mais honesta chamada Lula não resiste a uma foto
2

“Tenho consciência que o Wagner é honesto”, diz Lula

“Tenho consciência que o Wagner é honesto”, diz Lula
3

O pulo de Augusto Cury nas redes sociais

O pulo de Augusto Cury nas redes sociais
4

Lula minimiza suspeitas contra Lulinha e nega contato com lobista

Lula minimiza suspeitas contra Lulinha e nega contato com lobista
5

Flávio aciona TSE contra entrevista de Lula no Alvorada

Flávio aciona TSE contra entrevista de Lula no Alvorada
6

As (várias) fotos de Lula com a amiga de Lulinha

As (várias) fotos de Lula com a amiga de Lulinha
7

Justiça manda Renan apagar postagem sobre indígenas

Justiça manda Renan apagar postagem sobre indígenas
8

Crusoé: Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo

Crusoé: Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo
9

PT repassa R$ 1,16 milhão do fundão a José Dirceu

PT repassa R$ 1,16 milhão do fundão a José Dirceu
10

Nunes Marques marca julgamento de ação contra vídeo de IA de Bolsonaro

Nunes Marques marca julgamento de ação contra vídeo de IA de Bolsonaro
1

Amiga de Lulinha tirou foto com mais gente no governo Lula

Amiga de Lulinha tirou foto com mais gente no governo Lula
2

PT repassa R$ 1,16 milhão do fundão a José Dirceu

PT repassa R$ 1,16 milhão do fundão a José Dirceu
3

Justiça manda Renan apagar postagem sobre indígenas

Justiça manda Renan apagar postagem sobre indígenas
4

Flávio aciona TSE contra entrevista de Lula no Alvorada

Flávio aciona TSE contra entrevista de Lula no Alvorada
5

Lula minimiza suspeitas contra Lulinha e nega contato com lobista

Lula minimiza suspeitas contra Lulinha e nega contato com lobista
6

A alma mais honesta chamada Lula não resiste a uma foto

A alma mais honesta chamada Lula não resiste a uma foto
7

As (várias) fotos de Lula com a amiga de Lulinha

As (várias) fotos de Lula com a amiga de Lulinha
8

Ataques e biografia: como será a estreia de Lula e Flávio no horário eleitoral?

Ataques e biografia: como será a estreia de Lula e Flávio no horário eleitoral?
9

Crusoé: Moro sustenta ampla vantagem no 2º turno, indica Realtime

Crusoé: Moro sustenta ampla vantagem no 2º turno, indica Realtime
10

Crusoé: Lula só endurece se for para contar mentira

Crusoé: Lula só endurece se for para contar mentira
1

Tarcísio deixa Flávio fora da estreia na TV e Haddad exibe Lula

Tarcísio deixa Flávio fora da estreia na TV e Haddad exibe Lula
2

Segurança eleitoral terá reforço federal em cinco estados

Segurança eleitoral terá reforço federal em cinco estados
3

Aliados minimizam fotos de Lula com lobista após “nunca vi essa moça”

Aliados minimizam fotos de Lula com lobista após “nunca vi essa moça”
4

A “blusinha” que virou saia justa para Lula no setor produtivo

A “blusinha” que virou saia justa para Lula no setor produtivo
5

Descubra por que a perfumaria de nicho tem conquistado cada vez mais consumidores

Descubra por que a perfumaria de nicho tem conquistado cada vez mais consumidores
6

Crusoé: Tabata usa Renan como escada para defender o Pé-de-Meia

Crusoé: Tabata usa Renan como escada para defender o Pé-de-Meia
7

Ala bolsonarista do PL reage à entrevista de Lula no JN

Ala bolsonarista do PL reage à entrevista de Lula no JN
8

PF atua livre de “viés político” e sem “proteger ou perseguir”, diz Andrei

PF atua livre de “viés político” e sem “proteger ou perseguir”, diz Andrei
9

Excesso de gases: o que pode ser? Veja quando o desconforto deixa de ser normal

Excesso de gases: o que pode ser? Veja quando o desconforto deixa de ser normal
10

No rádio, Tarcísio vende “fim da Cracolândia” e Haddad, legado como ministro

No rádio, Tarcísio vende “fim da Cracolândia” e Haddad, legado como ministro

Tags relacionadas

Fábio Medina Osório
< Notícia Anterior

Nomeações na PF serão para combater corrupção, diz Bolsonaro

14.04.2019 00:00 4 minutos de leitura
Nomeações na PF serão para combater corrupção, diz Bolsonaro
Próxima notícia >

Joice cobra apuração do relato de ameaça

14.04.2019 00:00 4 minutos de leitura
Joice cobra apuração do relato de ameaça
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Twitter Instagram Facebook

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Início
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé