O ambicioso projeto dos EUA pretende instalar reator nuclear na Lua até 2030

16.01.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

O ambicioso projeto dos EUA pretende instalar reator nuclear na Lua até 2030

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 16.01.2026 09:04 comentários
Tecnologia

O ambicioso projeto dos EUA pretende instalar reator nuclear na Lua até 2030

A energia nuclear espacial surge como aposta central para sustentar missões de longa duração na Lua e em Marte.

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 16.01.2026 09:04 comentários 0
O ambicioso projeto dos EUA pretende instalar reator nuclear na Lua até 2030
O ambicioso projeto dos EUA pretende instalar reator nuclear na Lua até 2030

A energia nuclear espacial surge como aposta central para sustentar missões de longa duração na Lua e em Marte, reduzindo a dependência de painéis solares sujeitos a longos períodos de escuridão, tempestades de poeira e variações extremas de temperatura.

Sistemas de fissão compactos e estáveis são vistos como infraestruturas essenciais para manter bases ativas, apoiar a permanência humana e alimentar equipamentos científicos em ambientes hostis fora da Terra, especialmente em programas como o Artemis e em estudos para missões tripuladas a Marte.

O que é energia nuclear de superfície em missões espaciais

A expressão energia nuclear de superfície se refere a pequenos reatores de fissão projetados para operar em locais como a Lua ou Marte.

Diferem das grandes usinas terrestres por serem leves, modulares, altamente automatizados e preparados para funcionar por anos sem reabastecimento.

Essas “miniusinas” precisam suportar vácuo, radiação intensa e temperaturas extremas, mantendo operação estável com mínima intervenção humana.

Conceitos atuais incluem autodiagnóstico, redundância, controle remoto a partir da Terra e facilidade de transporte e montagem com apoio de robôs.

Como um reator de fissão espacial gera eletricidade

Um reator de fissão espacial converte o calor produzido pela divisão controlada de átomos em energia elétrica.

O núcleo do reator contém material físsil, cuja fissão libera calor contínuo, previsível e independente da luz solar.

Esse calor é transferido por um fluido de trabalho e convertido em eletricidade por motores Stirling, turbinas compactas ou conversores termoelétricos.

Radiadores espaciais dissipam o calor excedente, permitindo projetos simples, de baixa manutenção e potência na faixa de dezenas de quilowatts para habitats e laboratórios.

Por que a energia nuclear é estratégica para a Lua e Marte

Para bases lunares permanentes e viagens tripuladas a Marte, a energia de fissão é estratégica pela alta confiabilidade e densidade energética.

Ela não depende da incidência de luz nem é tão sensível à poeira ou às longas noites, como ocorre com sistemas puramente solares.

Essa energia nuclear espacial sustenta atividades vitais e de alto consumo, garantindo continuidade operacional em condições ambientais adversas.

Isso viabiliza operações científicas durante a noite lunar, habitats pressurizados em regiões polares e missões de superfície em Marte sob tempestades de poeira prolongadas.

Leia também: Cayo Levantado, a ilha do rum que fez, faz e continuará fazendo o mundo sonhar

Quais atividades dependem diretamente da energia nuclear de superfície

Com maior demanda energética em missões de longa duração, a energia nuclear passa a sustentar operações essenciais à sobrevivência e à expansão das bases.

Essas aplicações cobrem desde suporte à vida até processos industriais locais em ambientes extraterrestres.

  • Operação de suporte à vida: controle térmico, oxigenação e reciclagem de água;
  • Alimentação de laboratórios científicos e sistemas de comunicação;
  • Fornecimento de energia para veículos robóticos e tripulados;
  • Viabilização de processos industriais e uso de recursos locais (ISRU).

Quais são os desafios e próximos passos?

A adoção ampla da energia nuclear na exploração espacial enfrenta desafios técnicos, regulatórios e de aceitação pública.

Entre eles estão segurança no lançamento, blindagem contra radiação, gerenciamento de resíduos e padronização de projetos modulares para reduzir custos.

Governos e indústria investem em pesquisa, testes em solo e missões demonstradoras visando sistemas operacionais na Lua ainda nesta década.

A tendência é usar redes híbridas que combinem fissão, solar e baterias avançadas, integradas ao programa Artemis e a futuros reatores para sustentar as primeiras missões humanas de longa duração em Marte.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

A ligação entre o cunhado de Vorcaro e a família Toffoli

Visualizar notícia
2

Um técnico de futebol no escândalo do Banco Master?

Visualizar notícia
3

Toffoli determinou quebra de sigilos no caso Master

Visualizar notícia
4

Lula vai ‘testar’ BYD por mais um ano

Visualizar notícia
5

Crusoé: E María Corina deu mesmo o Nobel da Paz para Trump

Visualizar notícia
6

As imagens da sala onde Bolsonaro ficará na Papudinha

Visualizar notícia
7

Crusoé: O périplo de María Corina nos EUA

Visualizar notícia
8

Os remendos de Toffoli no caso Master

Visualizar notícia
9

Senado acumula 72 pedidos de impeachment de ministros do STF

Visualizar notícia
10

“Com Temer, Moraes estaria agindo da mesma forma”, questiona Flávio

Visualizar notícia
1

Ratinho Jr. diz que aceitará "desafio" se for escolhido para disputar presidência

Visualizar notícia
2

Dino proíbe repasses de emendas a entidades de parentes de parlamentares

Visualizar notícia
3

Peritos da PF alertam para "perda de vestígios relevantes" após decisão de Toffoli

Visualizar notícia
4

A ligação entre o cunhado de Vorcaro e a família Toffoli

Visualizar notícia
5

Em meio ao escândalo Master, Lula tem encontro com Moraes, Banco Central e PF

Visualizar notícia
6

Quem substituirá Lula na cerimônia assinatura do acordo UE-Mercosul

Visualizar notícia
7

Moraes determina que Jair Bolsonaro cumpra pena na Papudinha

Visualizar notícia
8

Um técnico de futebol no escândalo do Banco Master?

Visualizar notícia
9

Crusoé: E María Corina deu mesmo o Nobel da Paz para Trump

Visualizar notícia
10

Crusoé: María Corina merece um segundo Nobel da Paz

Visualizar notícia
1

Crusoé: Os sustentáculos das ditaduras

Visualizar notícia
2

Crusoé: Orçamento em disputa

Visualizar notícia
3

O que fazer durante uma crise convulsiva: guia rápido de primeiros socorros

Visualizar notícia
4

“Já pode chamar este escândalo de Toffolão?”

Visualizar notícia
5

Bolsonaro falava “bobagem” e tinha 30 milhões de seguidores, diz Lula

Visualizar notícia
6

Defesa indica responsáveis por entregar alimentação especial a Bolsonaro na Papuda

Visualizar notícia
7

Dois apoiadores de Bolsonaro em frente à Papuda

Visualizar notícia
8

Almoço leve: 5 receitas refrescantes para dias quentes

Visualizar notícia
9

Crusoé: Moraes usa decisão para confrontar bolsonarismo

Visualizar notícia
10

Numerologia do nome: de Aline Riscado a Aline Campos e o impacto na vida

Visualizar notícia

< Notícia Anterior

Entenda as regras do Gás do Povo em 2026 e como saber se a família está incluída

16.01.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Esses 3 signos tendem a ser mais valorizados no trabalho neste mês de janeiro

16.01.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.