A ligação entre o cunhado de Vorcaro e a família Toffoli
Fabiano Zettel é dono de um dos fundos de investimentos que aplicou recursos no resort Tayayá, no interior do Paraná
O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, é um dos donos de um fundo de investimentos que aportou 6,6 milhões de reais no resort Tayayá. O empreendimento teve entre seus principais acionistas familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli (foto).
Zettel foi preso durante a segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira última. Houve a apreensão do celular. A ação da Polícia Federal foi determinada pelo ministro Dias Toffoli. Apesar disso, em um primeiro momento, Toffoli proibiu que a PF tivesse acesso às provas obtidas na operação – inclusive o celular de Fabiano Zettel. Depois, o magistrado recuou e autorizou o acesso de quatro peritos da corporação.
Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, Zettel era o único acionista do fundo de investimentos Leal. O fundo Leal era o único cotista de outro fundo, o Arleen Fundo de Investimentos. Foi este último o utilizado para a aquisição de um quinhão do resort supremo. Tanto o Arleen quanto o Leal são ligados a outro fundo de investimentos que é alvo da PF: a Reag Investimentos. Nesta quinta-feira, o Banco Central decretou a liquidação da Reag. Zettel é casado com a irmã de Daniel Vorcaro.
“O fundo Arleen passou a ser sócio de um trio de empresas dos irmãos e do primo de Toffoli em setembro de 2021, todas responsáveis pelo resort no Paraná. Segundo os documentos obtidos pelo Estadão, foi neste período que o cunhado de Vorcaro aportou R$ 20 milhões nos fundos, que investiram a mesma cifra no Tayayá, tornando Zettel parceiro de negócios da família Toffoli nesse empreendimento”, informou o jornal nesta sexta-feira.
Como mostramos, duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à rede de fundos usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades. A informação consta de documentos e bases oficiais analisados pela Folha.
De acordo com a reportagem, o Arleen manteve participações na Tayayá Administração e Participações, que teve integrantes da família de Toffoli como sócios, e na DGEP Empreendimentos, incorporadora da mesma cidade que tinha como sócio um primo do ministro.
Como revelou O Antagonista, em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli, eram sócios do Tayayá Aqua Resort.
A ligação do Arleen Fundo de Investimentos com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen foi cotista do RWM Plus, que também recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arleen não é alvo direto da investigação.
Leia também: BC liga quatro fundos ao crime organizado em apuração sobre o Banco Master
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Comentários (2)
Magdalena Buzolin
16.01.2026 10:15😂😂😂 isso não vai acontecer. Todos estão envolvidis em algum ilicito.
Luis Eduardo R. Caracik
16.01.2026 07:18Pelas aparências até agora, é de se esperar que o Presidente do STF chame Toffoli e exija sua renúncia a qualquer relatoria ou eventualmente votos em assuntos ligados ao Banco Master.