UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia e ela é diferente de tudo já visto
Uma expedição científica na Serra do Divisor, no oeste do Acre, resultou na descrição de uma nova espécie de ave
Uma expedição científica na Serra do Divisor, no oeste do Acre, resultou na descrição de uma nova espécie de ave, o Tinamus resonans, registrada em artigo científico de 2025 e considerada um importante indicativo da alta diversidade biológica ainda pouco conhecida da Amazônia acreana.
Características gerais do Tinamus resonans
O Tinamus resonans é um tinamídeo, ave terrestre típica da América do Sul, descrita formalmente a partir de análises de canto, plumagem, morfologia e comportamento.
A espécie chama atenção por reunir um canto poderoso, aparência distinta e comportamento relativamente dócil diante de humanos.
Sua vocalização longa e intensa ecoa pela floresta, sendo ouvida a grandes distâncias, enquanto a plumagem apresenta padrões cromáticos incomuns em relação a espécies próximas.
A tolerância maior à aproximação humana contrasta com a fuga rápida típica de outros tinamús frequentemente caçados.
🔬"Dodô Brasileiro". Pesquisadores descreveram uma nova espécie de ave no Brasil! A sururina-da-serra (Tinamus resonans) habita uma região montanhosa de floresta amazônica, na Serra do Divisor, Acre… 👇🏼 pic.twitter.com/XS9BZ6yne1
— Saber Atualizado (@AtualizadoSaber) December 5, 2025
Habitat do Tinamus resonans na Serra do Divisor
A ave é conhecida apenas em áreas montanhosas da Serra do Divisor, na fronteira entre Brasil e Peru, em altitudes em torno de 800 metros.
Esse ambiente difere do imaginário comum da Amazônia de terras baixas e alagadas, destacando encostas íngremes e trechos mais secos.
O solo pobre em nutrientes e a vegetação densa dificultam a observação direta de aves terrestres, o que ajuda a explicar por que a espécie passou tanto tempo sem ser descrita, mesmo vivendo dentro de um parque nacional.
Esse cenário montanhoso favorece o surgimento de espécies endêmicas restritas a microclimas específicos.
Como o Tinamus resonans foi identificado pelos cientistas
Os primeiros indícios surgiram em 2021, quando pesquisadores registraram um canto que não correspondia a nenhuma espécie catalogada, embora lembrasse outros tinamús.
A análise detalhada de gravações revelou um padrão vocal inédito em ritmo, intensidade e timbre.
Em expedições posteriores, a equipe obteve registros visuais e exemplares com qualidade suficiente para estudar plumagem, morfologia e comportamento.
A combinação de dados de campo, museus e literatura especializada sustentou a descrição do Tinamus resonans como espécie nova para a ciência.
New bird discovered in Brazillian Amazon. 🥳
— The Thinking Tiger (@krish_bohra) December 3, 2025
✨Slaty-masked Tinamou (Tinamus resonans)✨ pic.twitter.com/RxfdsdWMXB
Importância da nova espécie para a conservação da Amazônia
A descoberta do Tinamus resonans reforça que a Amazônia ocidental, especialmente regiões de fronteira como o Acre, ainda guarda ampla biodiversidade desconhecida.
O fato de a espécie ser, até agora, restrita à Serra do Divisor indica potencial vulnerabilidade a mudanças ambientais.
Pesquisas apontam que pressões externas, como desmatamento em áreas vizinhas e alterações climáticas, podem afetar indiretamente esses habitats de altitude.
Com isso, a nova espécie tende a apoiar propostas de monitoramento mais detalhado e a ampliação de estudos em áreas montanhosas protegidas.
Principais pontos sobre o Tinamus resonans
Para sintetizar os dados já reunidos sobre essa ave recém-descrita, os pesquisadores destacam alguns aspectos centrais relacionados à sua biologia, distribuição e comportamento no ambiente de montanha da Serra do Divisor.
- Grupo taxonômico: tinamídeo, ave terrestre sul-americana.
- Local de ocorrência: áreas montanhosas da Serra do Divisor, Acre.
- Altitudes: cerca de 800 metros.
- Vocalização: canto longo, forte e de grande alcance, com eco difuso.
- Plumagem: padrões incomuns em comparação a espécies próximas.
- Comportamento: menor reação de fuga diante de humanos.
- Ano de descrição: 2025, em periódico científico especializado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)