Como agir nos primeiros minutos de uma convulsão mesmo que você nunca tenha presenciado antes
Veja sinais de emergência, o que nunca fazer e quando chamar o SAMU sem perder tempo
Convulsões costumam causar grande preocupação por surgirem de forma súbita, com perda de controle dos movimentos. São alterações elétricas no cérebro que levam a contrações musculares involuntárias, mudanças de comportamento e, muitas vezes, perda de consciência.
Entender quando representam emergência, como agir nos primeiros minutos e quando buscar ajuda médica é essencial para garantir a segurança da pessoa e evitar condutas inadequadas, como tentar segurar a língua ou colocar objetos na boca.
Quando a convulsão é considerada emergência médica?
A convulsão torna-se emergência quando se associa à longa duração, alteração do nível de consciência e contexto de risco. De modo geral, exige atendimento imediato se durar mais de 5 minutos, se houver crises repetidas sem recuperação ou se ocorrer em alguém que nunca teve episódio semelhante.
Situações como trauma na cabeça, intoxicação por medicamentos, uso abusivo de álcool ou drogas, gestação e surgimento de sinais de alerta (dificuldade intensa para respirar, lábios arroxeados, febre alta em crianças, confusão prolongada ou fraqueza em um lado do corpo) também justificam acionar o serviço de emergência rapidamente.
Quais tipos de convulsão exigem atenção imediata?
Convulsões generalizadas tônico-clônicas, com quedas, tremores intensos e perda de consciência, são as que mais chamam atenção. Quando se prolongam ou se repetem em sequência, aumentam o risco de falta de oxigênio no cérebro e de lesões físicas por quedas e choques.
O status epilepticus, com crise acima de 5 minutos ou sem recuperação entre episódios, é emergência absoluta e requer medicamentos injetáveis e monitorização hospitalar. Crises febris prolongadas em crianças ou convulsões focais súbitas em adultos sem histórico neurológico também precisam de avaliação urgente, pois podem estar ligadas a AVC, tumores ou infecções do sistema nervoso.
Assista um vídeo do canal Drauzio Varella com detalhes da diferença entre convulsão e epilepsia:
Em quais situações chamar o serviço de emergência?
Deve-se chamar atendimento móvel se a crise durar mais de 5 minutos, se houver crises em sequência sem recuperação, se for o primeiro episódio ou se ocorrer em gestantes, recém-nascidos, lactentes ou idosos frágeis. Convulsões após trauma de cabeça, grande queda ou acidente de trânsito também exigem socorro imediato.
Sinais como dificuldade respiratória importante, coloração arroxeada persistente, ausência de resposta após o término da crise ou ferimentos graves e suspeita de fraturas reforçam a necessidade de transporte urgente a um serviço de emergência.
O que fazer durante uma crise convulsiva?
Ao presenciar uma crise, o objetivo é proteger a pessoa contra quedas e traumas, mantendo a calma e afastando riscos. Não se deve tentar impedir os movimentos, puxar a língua, colocar objetos na boca ou oferecer água e remédios durante a convulsão, pois isso pode causar sufocação e ferimentos.
Algumas medidas simples ajudam a tornar o ambiente mais seguro e a orientar o atendimento posterior:
Afastar objetos perigosos
Remova objetos duros ou cortantes ao redor para reduzir o risco de traumas durante a crise.
Apoiar a cabeça
Coloque algo macio sob a cabeça para evitar impactos repetidos contra o chão.
Afrouxar roupas apertadas
Especialmente no pescoço, para facilitar a respiração e reduzir desconforto.
Virar de lado, se possível
Quando for seguro, vire a cabeça ou o corpo de lado para evitar aspiração de saliva ou vômito.
Cronometrar a crise
Anotar o início e o fim ajuda a decidir quando chamar emergência e auxilia a avaliação médica.
Quais cuidados adotar após a convulsão e como prevenir novas crises?
Após a crise, muitas pessoas ficam confusas, cansadas ou sonolentas, o que costuma ser esperado. É útil registrar horário de início e término, tipo de movimentos, possíveis gatilhos, uso de medicamentos e doenças conhecidas, para auxiliar a avaliação médica e a investigação de causas.
O uso correto de anticonvulsivantes, controle do sono, redução do consumo de álcool e acompanhamento com neurologista ajudam a prevenir novos episódios. Em crianças com convulsão febril, é importante monitorar a temperatura, seguir orientações sobre antitérmicos e observar sinais de gravidade, buscando sempre orientação profissional diante de dúvidas.
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