Quase 100 pessoas em um cruzeiro de luxo são infectadas por vírus
Um surto de norovírus em um cruzeiro no Caribe afetou quase 100 pessoas com sintomas gastrointestinais a bordo do navio Rotterdam
Um surto de norovírus em um cruzeiro no Caribe afetou quase 100 pessoas com sintomas gastrointestinais a bordo do navio Rotterdam, da Holland America Line, durante uma viagem de fim de ano entre 28 de dezembro e 9 de janeiro, com saída e retorno em Fort Lauderdale e paradas em Curaçao, Colômbia, Costa Rica e Jamaica.
O que é o norovírus e como ele se manifesta em cruzeiros
O norovírus é um vírus altamente contagioso que causa gastroenterite aguda, com náusea intensa, vômitos, diarreia líquida, cólicas abdominais e, às vezes, febre baixa.
Em navios de cruzeiro, escolas e hospitais, a disseminação é favorecida pela convivência em ambientes fechados e compartilhados.
A recuperação costuma ocorrer entre um e três dias, mas a pessoa pode continuar transmitindo o vírus por alguns dias após a melhora.
Por isso, surtos de gastroenterite em navios tendem a atingir rapidamente dezenas de pessoas, especialmente quando há grande circulação em áreas comuns e contato com superfícies ou alimentos contaminados.

Como o surto de norovírus ocorreu no navio Rotterdam
No Rotterdam, mais de 2.500 passageiros e cerca de 1.000 tripulantes estavam a bordo, e 94 pessoas apresentaram sintomas compatíveis com infecção por norovírus, como diarreia e vômitos súbitos.
O CDC acompanhou o caso por meio do Vessel Sanitation Program, que fiscaliza doenças em navios que operam com portos norte-americanos.
Após o aumento de casos, a empresa reforçou medidas de limpeza e desinfecção em restaurantes, banheiros, corrimãos, elevadores e cabines, além de orientar o isolamento de passageiros sintomáticos e coletar amostras para confirmação laboratorial.
Ao fim da viagem, em Fort Lauderdale, foi feita uma sanitização ampla da embarcação com base em protocolos internacionais.
En daar gaat ze weer …. Behouden vaart …
— 𝓜𝓸𝓸𝓷 (@MoonMaassluis) July 12, 2025
De Rotterdam – Holland America Line pic.twitter.com/F7HQj06zlV
Quais são as principais formas de transmissão do norovírus
O norovírus se espalha com facilidade em ambientes com grande circulação de pessoas, principalmente em cruzeiros, onde há alta rotatividade de passageiros e uso intenso de áreas comuns.
A contaminação ocorre com frequência por meio de contato pessoal, superfícies contaminadas e consumo de alimentos e água inseguros.
As principais vias de contágio em navios de cruzeiro incluem situações do dia a dia de viagem, que exigem atenção redobrada de passageiros e tripulantes:
- Contato direto com alguém infectado ou com secreções contaminadas;
- Toque em superfícies e objetos contaminados e posterior contato com boca, nariz ou olhos;
- Consumo de água ou alimentos contaminados, especialmente em buffets com grande rotatividade.
Que cuidados ajudam a reduzir o risco de norovírus em navios
Mesmo com protocolos de saneamento, o risco de norovírus em navio de cruzeiro não é totalmente eliminado, tornando a higiene pessoal um fator decisivo.
Autoridades de saúde enfatizam o cuidado rigoroso com as mãos, com o manuseio de alimentos e com a comunicação rápida de sintomas gastrointestinais a bordo.
Medidas como lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos antes das refeições e após usar o banheiro, evitar tocar o rosto, preferir alimentos bem cozidos e água de fontes confiáveis, informar prontamente casos de diarreia ou vômitos e respeitar orientações de isolamento contribuem para interromper a transmissão do vírus entre viajantes.

Por que o norovírus permanece frequente em cruzeiros marítimos
A estrutura dos cruzeiros, que funcionam como pequenas cidades flutuantes com restaurantes, teatros, piscinas e áreas recreativas, favorece a circulação do norovírus em cruzeiros.
A grande quantidade de superfícies tocadas por muitas pessoas amplia as oportunidades de transmissão.
Além disso, a rotatividade de passageiros e tripulantes em diferentes portos introduz novas fontes potenciais de contaminação.
Mesmo com inspeções regulares, treinamentos e auditorias do CDC, surtos continuam sendo registrados anualmente, evidenciando a importância contínua de vigilância sanitária e adesão às medidas de higiene a bordo.
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