Bolsa de ferramentas esquecida por astronautas é flagrada da Terra
Uma maleta de ferramentas se soltou acidentalmente das astronautas da Nasa durante uma caminhada espacial na Estação Espacial Internacional
Uma maleta de ferramentas se soltou acidentalmente das astronautas da Nasa durante uma caminhada espacial na Estação Espacial Internacional (ISS), afastou-se lentamente da estrutura e passou a ser tratada como lixo espacial em órbita da Terra.
O que aconteceu com a maleta de ferramentas na ISS
O incidente ocorreu em uma atividade extraveicular voltada à manutenção de estruturas ligadas a um painel solar da ISS.
Sem possibilidade segura de recuperação, a maleta foi apenas monitorada por câmeras externas enquanto seguia sua própria trajetória orbital.
O objeto foi rapidamente catalogado como lixo espacial, recebendo um identificador numérico usado em bancos de dados internacionais.
A partir dessa classificação, passou a ser incluído em rotinas de rastreamento junto com satélites e outros detritos em órbita baixa.
Last seen by @Astro_Satoshi while floating over Mount Fuji 🗻 the 'Orbital Police' can confirm that the lost EVA gear is being tracked 🫡 https://t.co/wz4MITmAfM pic.twitter.com/eksfu9fPFw
— Dr Meganne Christian (@astro_meganne) November 5, 2023
Como a maleta se tornou lixo espacial observado da Terra
Após a perda, a maleta entrou no radar de observatórios especializados em objetos próximos à Terra, sendo monitorada por telescópios e radares.
Um telescópio robótico na Itália registrou o objeto como um ponto luminoso nítido, enquanto as estrelas apareciam como trilhas devido ao rastreamento do movimento da maleta.
Relatos de astronautas na própria ISS ajudaram a refinar a trajetória aproximada, com avistamentos sobre regiões como Japão e Caribe.
Astrônomos amadores e profissionais, inclusive da Sociedade de Astronomia do Caribe, confirmaram sua posição em relação a estrelas de referência, validando os cálculos orbitais.
Qual é o impacto da maleta de ferramentas no lixo espacial
A expressão “maleta de ferramentas perdida no espaço” passou a simbolizar o crescimento do lixo espacial em órbita terrestre.
Embora seja um objeto de pequeno porte, ele se soma a milhares de detritos que exigem monitoramento constante e planejamento de eventuais manobras de desvio.
Para esclarecer o papel desse objeto específico no ambiente orbital, alguns pontos são considerados pelas agências espaciais e centros de rastreamento:
- Risco para a ISS: a trajetória calculada indica baixa probabilidade de reencontro com a estação.
- Monitoramento contínuo: redes globais acompanham variações de órbita e brilho do objeto.
- Reentrada atmosférica: a perda gradual de altitude deve levar à queima completa em meses ou poucos anos.
Como é feito o acompanhamento da maleta em órbita
O acompanhamento da maleta segue o mesmo protocolo aplicado a satélites e detritos maiores, usando radares e telescópios ópticos em vários países.
Sempre que o objeto passa por áreas visíveis do céu, são feitas medições que permitem atualizar a órbita e prever passagens futuras.
Esses dados alimentam catálogos internacionais com parâmetros como altitude, inclinação e período orbital, gerando efemérides para a comunidade científica.
Centros de controle avaliam continuamente o risco de colisão com a ISS e outros veículos, ajustando, se necessário, planos de manobra preventiva.
Qual será o destino final da maleta de ferramentas
A maleta está em uma órbita semelhante à da ISS, mas com altitude um pouco menor, o que faz com que ela se adiante em relação à estação a cada volta.
Com o tempo, a fricção com as camadas superiores da atmosfera reduz sua velocidade e provoca a diminuição gradual da altura orbital.
Esse processo deve culminar na reentrada descontrolada da maleta, que tende a se desintegrar quase por completo devido ao aquecimento intenso.
Pela massa e dimensões estimadas, a expectativa é de que não restem fragmentos significativos ao atingir as camadas mais densas da atmosfera.
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