Tartaruga gigante do tamanho de um carro surge no Acre

13.01.2026

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Tartaruga gigante do tamanho de um carro surge no Acre

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 12.01.2026 20:02 comentários
Brasil

Tartaruga gigante do tamanho de um carro surge no Acre

A espécie viveu principalmente entre 13 e 7 milhões de anos atrás, em regiões hoje ocupadas pela Amazônia ocidental e áreas vizinhas.

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Tartaruga gigante do tamanho de um carro surge no Acre
Tartaruga gigante do tamanho de um carro surge no Acre - Arquivo do Laboratório de Paleontologia da Ufac

Fósseis da tartaruga gigante de água doce Stupendemys geographicus, encontrados na Amazônia e em outras áreas do norte da América do Sul, estão ajudando pesquisadores a reconstruir os antigos ambientes fluviais do Mioceno, entre cerca de 23 e 5,3 milhões de anos atrás.

Stupendemys geographicus na Amazônia miocênica

A espécie viveu principalmente entre 13 e 7 milhões de anos atrás, em regiões hoje ocupadas pela Amazônia ocidental e áreas vizinhas.

Esse período coincidiu com intensas mudanças tectônicas e climáticas, que reorganizaram grandes sistemas fluviais sul-americanos.

Ao estudar esses fósseis, cientistas investigam como funcionavam os antigos ecossistemas aquáticos, quais espécies coexistiam e como as mudanças ambientais influenciaram a distribuição e a evolução da fauna regional.

Principais características da tartaruga gigante fóssil

Stupendemys geographicus é considerada a maior tartaruga de água doce conhecida, com carapaças que podiam ultrapassar 3 metros de comprimento.

Seu tamanho é comparável ao de um automóvel compacto, o que a torna peça-chave para discutir gigantismo em ambientes de água doce.

Grandes fragmentos de carapaça recuperados no Brasil, Peru e Venezuela permitem reconstituir sua morfologia e comparar essa tartaruga com espécies fósseis e atuais, discutindo adaptações, competição por recursos e possíveis predadores.

Como são encontradas e coletadas as ossadas de Stupendemys

As buscas por fósseis costumam ocorrer em margens de rios de difícil acesso, especialmente no Acre e em áreas de fronteira.

Na seca, o rebaixamento do nível da água expõe camadas sedimentares ricas em ossos, dentes e carapaças preservadas há milhões de anos.

Essas expedições seguem etapas padronizadas de prospecção e coleta, combinando trabalho de campo cuidadoso e técnicas de proteção das peças:

  • Identificação de afloramentos em margens de rios e barrancos
  • Escavação controlada com registro detalhado do contexto geológico
  • Proteção dos fósseis com gesso e embalagens adequadas para transporte
  • Envio às instituições de pesquisa para limpeza, medição e análises

Perguntas científicas que a Stupendemys ajuda a responder

A presença de um grande vertebrado de água doce indica ambientes com abundância de alimento, rios extensos, lagos e áreas alagadas estáveis.

A associação dos fósseis de tartarugas com peixes, crocodilomorfos e mamíferos permite reconstruir cadeias tróficas e cenários paleoambientais mais completos.

Nos laboratórios, medições e descrições anatômicas permitem estimar comprimento, massa corporal e variações entre indivíduos, contribuindo para pesquisas sobre gigantismo, distribuição geográfica, mudanças climáticas e interações ecológicas ao longo do Mioceno.

Laboratórios, coleções científicas e cooperação entre pesquisadores

Após a coleta, os fósseis são encaminhados a laboratórios de paleontologia de universidades públicas, onde passam por preparação, catalogação e estudos detalhados.

Essas coleções servem como base para pesquisas atuais e futuras sobre a fauna extinta da Amazônia.

Parcerias entre instituições do Acre, São Paulo e outros estados, além da colaboração com equipes de países vizinhos, integram paleontologia, geologia e biologia.

Assim, Stupendemys geographicus se torna um fóssil de referência para compreender a história natural e a antiga biodiversidade da região amazônica.

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