Rubio recebe presidente eleito de Honduras em Washington
Reunião sinaliza fortalecimento da cooperação bilateral entre os países após anos de governo de esquerda
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (foto), recebeu nesta segunda-feira, 12, o presidente eleito de Honduras, Nasry “Tito” Asfura”, em Washington.
Durante o encontro, os dois governos discutiram temas centrais da relação bilateral, como cooperação em segurança, migração, desenvolvimento econômico e fortalecimento institucional.
Asfura contou com apoio explícito do governo Donald Trump desde antes do primeiro turno das eleições, realizado em 30 de novembro do ano passado, até a conclusão da demorada apuração dos votos.
A reunião em Washington é vista como um sinal claro de fortalecimento das relações entre Honduras e os Estados Unidos.
“É com grande prazer que damos as boas-vindas ao presidente eleito de Honduras, Tito Asfura, ao Departamento de Estado e o parabenizamos por sua vitória eleitoral. Reafirmamos nosso compromisso em aprofundar a parceria entre os EUA e Honduras para tornar nosso hemisfério mais seguro e próspero”, escreveu Rubio em publicação no X.
Tentativa de golpe
No mesmo dia, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de Honduras declarou que a recontagem solicitada pela atual presidente Xiomara Castro é ilegal e viola o marco constitucional.
A presidente do CNE, Ana Paola Hall, afirmou que as diretrizes emitidas pelo Executivo e pelo Congresso “ não são vinculativas ” e constituem uma tentativa de “usurpar” poderes que a lei atribui exclusivamente à autoridade eleitoral.
Polarização e influência americana
Trump tem a ideia de consolidar um bloco alinhado à direita na América Latina. O presidente americano chegou a avisar sobre as “consequências graves” para Honduras, caso os resultados favoráveis a Asfura fossem alterados.
A intervenção americana também envolveu o indulto concedido ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, do mesmo partido de Asfura, que cumpria pena nos Estados Unidos por delitos de narcotráfico.
A atual presidente de Honduras, Xiomara Castro, insiste na culpabilidade de Hernández e considera a “interferência” de Trump, junto a supostas irregularidades como coação eleitoral por grupos criminosos, um “golpe eleitoral”.
Rixi Moncada, candidata da esquerda que ficou em terceiro lugar, também afirma que não reconhecerá o desfecho do processo, citando “interferência estrangeira” e eleições que não foram livres.
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