5 territórios que os Estados Unidos já tentaram comprar, mas nunca conseguiram
A expansão territorial dos Estados Unidos por meio de compras se baseou em interesses econômicos, militares e estratégicos.
A história das tentativas de compra de territórios pelos Estados Unidos mostra como a política externa do país foi moldada não apenas por guerras, mas também por negociações diplomáticas, ofertas financeiras e disputas em torno de soberania e poder geopolítico.
Motivações para a compra de territórios pelos Estados Unidos
A expansão territorial dos Estados Unidos por meio de compras se baseou em interesses econômicos, militares e estratégicos.
Desde o século XIX, a liderança norte-americana enxergou certos territórios como cruciais para comércio marítimo, controle de rotas e projeção de poder global.
Casos como a compra da Louisiana e do Alasca criaram o precedente de que negociar poderia ser menos custoso que travar guerras.
Em geral, o foco recaía sobre acesso a rotas marítimas, exploração de recursos naturais e fortalecimento da segurança nacional, sobretudo em áreas próximas ao Atlântico Norte, Caribe e Ártico.
Casos históricos de tentativas de compra de territórios
Entre os episódios mais simbólicos está a tentativa de adquirir a Islândia no século XIX, então sob domínio dinamarquês.
Vista como ponto estratégico no Atlântico Norte, a ilha era importante para navegação e pesca, mas a proposta norte-americana enfrentou forte resistência política na Dinamarca.
No Caribe, a ilha de Cuba, sob controle espanhol, também entrou no radar de Washington, que manifestou interesse em comprá-la.
A Espanha rejeitou a ideia, em um contexto de competição colonial, e a região continuou a ser foco de disputas em formatos distintos da simples compra formal.

O papel dos Estados Unidos no Canal do Panamá
Na região que hoje abriga o Canal do Panamá, então parte da Colômbia, as negociações para controle da área não prosperaram. O governo dos EUA considerava o corredor entre Atlântico e Pacífico vital para comércio e mobilidade naval.
Diante do impasse, Washington apoiou a independência do Panamá, o que permitiu um acordo direto para construção e administração do canal.
Nesse caso, a busca por influência estratégica superou a lógica de compra pura e simples, combinando diplomacia, pressão política e interesse econômico.
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Interesses recentes em territórios estratégicos
Nos séculos XX e XXI, a atenção norte-americana voltou-se a regiões de clima extremo e alta relevância estratégica, como a Groenlândia e áreas do Ártico.
A ilha, administrada pela Dinamarca, é vista como chave para vigilância militar, rotas aéreas e estudos sobre mudanças climáticas, mas propostas de compra foram reiteradamente recusadas.
Outro território em destaque foi a República Dominicana, para a qual houve iniciativa formal de incorporação aos Estados Unidos no século XIX. A transação foi barrada pelo Senado norte-americano, por preocupações com integração política, custos e repercussões diplomáticas no Caribe.

Principais motivos do fracasso das negociações
Os fracassos nas negociações de compra de territórios pelos Estados Unidos decorreram de uma combinação de fatores internos e externos.
Países detentores buscavam preservar sua soberania, enquanto setores da própria política norte-americana temiam os custos e os riscos de incorporar novas áreas.
Entre os motivos mais recorrentes que limitaram a expansão territorial por compra, destacam-se:
- Interesse estratégico do país vendedor, que não queria perder bases, rotas comerciais ou recursos naturais.
- Pressão da opinião pública, contrária à cessão de partes do território nacional.
- Divergências internas nos EUA, com falta de consenso no Congresso sobre custos e impactos políticos.
- Mudanças no cenário internacional, como guerras, novas alianças e prioridades geopolíticas em transformação.
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