Robina Aminian: a jovem universitária morta em protestos no Irã
Estudante de moda de 23 anos está entre as vítimas da repressão do regime iraniano
O número de mortos durante protestos no Irã passou dos 500 neste domingo, 11, segundo entidades de direitos humanos que acompanham o caos no país. Entre as vítimas está Robina Aminian (foto), de 23 anos, estudante universitária de moda em Teerã. Ela foi baleada na cabeça na última sexta-feira, 9, enquanto participava de uma manifestação, segundo a ONG Iran Human Rights (IHRNGO) e a organização Hengaw.
Dois familiares relataram à Sky News que as autoridades inicialmente impediram a família de recuperar o corpo de Aminian. Quando finalmente conseguiram, precisaram enterrá-la no oeste do país, de forma secreta e sem cerimônia.
“Ela era uma garota forte, corajosa, e não era alguém que você pudesse controlar ou tomar decisões por ela. Lutava por aquilo que sabia ser certo e lutava com intensidade”, disse o tio da jovem, Nezar Minouei.
“Ela tinha sede de liberdade, sede pelos direitos das mulheres, pelos próprios direitos”, acrescentou.
“Estamos de coração partido, mas a cabeça erguida, porque nossa garota se tornou mártir no caminho da liberdade, no caminho de uma vida melhor pela qual ela lutou.”
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Mortes e violência nas ruas
Segundo contagem do Human Rights Activists in Iran (HRA), pelo menos oito crianças foram mortas nos últimos 15 dias durante os protestos.
Testemunhas em Teerã relatam que as forças de segurança usaram rifles contra os manifestantes e que corpos estão sendo empilhados em hospitais.
Imagens compartilhadas nas redes sociais, via Starlink, além de gravações da TV estatal, mostram longas filas de sacos mortuários em centros médicos.
Outros vídeos mostram confrontos em Mashhad, no leste do país, com prédios em chamas e manifestantes atrás de barricadas. Silhuetas de supostos membros das forças de segurança iranianas também aparecem atirando perto de uma passarela.
Os protestos começaram em dezembro, impulsionados pela insatisfação com a grave crise econômica, e rapidamente se transformaram em um movimento de oposição aberta ao regime do aiatolá Ali Khamenei.
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Comentários (1)
Flavio marega
11.01.2026 20:37Mais um regime amigo do Lula, desabando...