Sob pressão dos EUA, Nicarágua anuncia libertação de presos políticos
Ditadura de Ortega prendeu dezenas de pessoas por supostamente apoiarem a captura de Maduro
A ditadura da Nicarágua, comandada por Daniel Ortega (foto), anunciou neste sábado, 10, a libertação de “dezenas de pessoas” detidas, incluindo presos políticos. A medida ocorre em meio a uma pressão internacional, principalmente dos Estados Unidos.
Segundo comunicado do regime, a soltura “é símbolo de nosso invariável compromisso com o encontro, a paz e o direito de todos a uma convivência familiar e comunitária, respeitosa e tranquila”.
A nota, porém, não detalha a lista completa de libertados.
A agência EFE confirmou com familiares a liberação de pelo menos sete opositores. Já o portal local Divergentes informou a libertação de cerca de 30 presos políticos, enquanto uma ONG de direitos humanos registrou 19 casos confirmados.
Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram detentos assinando documentos de liberação diante de policiais e abraçando familiares.
“Dezenas de pessoas que estavam no Sistema Penitenciário Nacional estão retornando para suas casas e famílias”, afirmou em nota o Ministério do Interior.
Pressão americana
A libertação ocorre um dia após a embaixada dos Estados Unidos em Manágua publicar no X que, enquanto a Venezuela havia liberado “um grande número de presos políticos”, na Nicarágua “mais de 60 pessoas permanecem injustamente detidas ou desaparecidas”.
O anúncio foi feito também uma semana depois da captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.
Na sexta-feira, 9, a embaixada dos EUA criticou a continuidade das detenções, que incluem pastores, trabalhadores religiosos, doentes e idosos.
Desde os protestos em massa de 2018, o governo de Ortega tem mantido uma repressão contínua contra adversários, líderes religiosos e jornalistas.
Mais de 5 mil organizações foram fechadas nos últimos oito anos, e milhares de pessoas foram forçadas a deixar o país.
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Comentários (2)
Marian
11.01.2026 09:48O medo é o balizador de ditaduras não é mesmo?
Deviam ter feito o mesmo na Venezuela. E que essa moda pegue. Ditadores, aos poucos, deveriam seguir o exemplo.