Um pedido do advogado de Lulinha ao diretor da PF
A PF apura se filho de Lula foi “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal
Marco Aurélio Carvalho, advogado que já defendeu o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que instaure uma investigação sobre o vazamento de citações ao filho de Lula nas apurações sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
Amigo do petista e coordenador do grupo Prerrogativas, o advogado fez a solicitação pouco antes da cerimônia alusiva aos atos de 8 de janeiro, realizada na quinta-feira, 8, no Palácio do Planalto.
A conversa foi flagrada pelo SBT News.
Ao jornal O Globo, Marco Aurélio Carvalho confirmou o pedido.
“A Polícia Federal tem feito um trabalho irrepreensível em regra, em qualquer aspecto, mas toda regra tem exceção e é o caso que envolve o filho do presidente Lula, e tem que ser tratada como tal. Nós pedimos que ele instaure procedimento apuratório para poder averiguar as circunstâncias desse vazamento ilegal e criminoso que tenta, mais uma vez, atingir a honra do filho do presidente com fins políticos e eleitorais”, disse.
“Sócio oculto”
A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal.
Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula (PT) foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.
“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.
A amiga de Lulinha
Roberta Luchsinger foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.
As investigações apontam que ela recebeu cinco pagamentos de 300 mil reais, totalizando 1,5 milhão de reais, por ordem do Careca do INSS.
Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que Roberta esteve no Palácio do Planalto em 17 de abril, às 17h30, e 18 de abril de 2024, às 12h30.
No mesmo ano, Fábio Luís registrou entradas em 17 e 31 de janeiro e em 7 de março. A Presidência informou que não é possível identificar com quem eles se reuniram, pois não há registro do visitante pretendido ou do motivo da visita.
Apesar de ter sido citado em conversas de terceiros, não foi encontrado nenhum elemento que indique a participação direta do filho de Lula nos fatos sob investigação até agora.
Leia também: Lula: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Aldo
09.01.2026 18:45Roda, roda, roda, e as denúncias sempre chegam nos mesmos atores.
Flavio marega
09.01.2026 13:37Restam dúvidas?