Reza Pahlavi elogia Trump e cobra europeus após apagão no Irã
"É hora de outros, incluindo os líderes europeus, seguirem seu exemplo, romperem o silêncio e agirem com mais firmeza", escreveu no X
O príncipe herdeiro Reza Pahlavi (foto), filho mais velho do último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, denunciou nesta quinta-feira, 8, o apagão intencional promovido parte do regime do aiátolá Ali Khamenei em resposta às manifestações nas ruas da capital Teerã.
“Milhões de iranianos exigiram sua liberdade esta noite. Em resposta, o regime iraniano cortou todas as linhas de comunicação. Desligou a internet. Cortou as linhas telefônicas fixas. Pode até tentar interferir nos sinais de satélite”, escreveu no X.
Na mensagem, o líder da oposição iraniana no exílio agradeceu o apoio do presidente americano, Donald Trump, e cobrou uma postura mais firme da comunidade internacional, especialmente da Europa.
“Quero agradecer ao líder do mundo livre, o presidente Trump, por reiterar sua promessa de responsabilizar o regime. É hora de outros, incluindo os líderes europeus, seguirem seu exemplo, romperem o silêncio e agirem com mais firmeza em apoio ao povo do Irã.
Apelo a que utilizem todos os recursos técnicos, financeiros e diplomáticos disponíveis para restabelecer a comunicação com o povo iraniano, para que a sua voz e a sua vontade possam ser ouvidas e vistas. Não permitam que as vozes dos meus corajosos compatriotas sejam silenciadas.”
Protestos no Irã
Os protestos atuais são os maiores no Irã desde 2022, quando milhares de manifestantes foram às ruas em reação à morte de Mahsa Amini, de 22 anos, que estava sob custódia policial.
Desta vez, a mobilização começou quando comerciantes de Teerã suspenderam atividades contra a hiperinflação. A insatisfação se estendeu para o ambiente acadêmico em universidades e outras divisões administrativas iranianas.
O Centro de Estatísticas indicou que os preços subiram 52% em dezembro na comparação com o período correspondente do ano anterior. Itens básicos apresentam escassez, e a moeda rial perdeu um terço de seu valor frente ao dólar.
O presidente Masoud Pezeshkian manifestou preocupação com as condições de subsistência dos cidadãos em discurso televisivo: “De um ponto de vista islâmico […], se não resolvermos o problema dos meios de subsistência das pessoas, acabaremos no inferno”.
O governo tenta equilibrar mensagens de diálogo com o uso da força.
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