Defesa de Bolsonaro pede ao STF assistência religiosa regular na PF
Advogados solicitam acompanhamento de dois líderes religiosos
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou nesta quinta-feira, 8, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba assistência religiosa regular na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
No pedido, os advogados indicaram o acompanhamento do bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni.
A defesa ressaltou que o atendimento seria individual, supervisionado e sem interferência na rotina da unidade ou risco à segurança.
Segundo os advogados, a transferência do ex-presidente para a Superintendência da Polícia Federal inviabilizou a continuidade do acompanhamento religioso, em razão das restrições próprias do regime de custódia
“A liberdade religiosa constitui direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal”, argumenta a defesa no pedido encaminhado ao STF.
Redução de pena por leitura
Nesta quinta, 8, a defesa também pediu a Moraes para que o ex-presidente participe do programa de remição de pena por leitura.
Pela legislação brasileira, é possível reduzir a pena em quatro dias para cada obra lida e avaliada.
Em dezembro, Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, condenado no mesmo processo, a trabalhar, ler livros e realizar cursos para reduzir a pena.
Redução de pena
Desde 2011, a Lei de Execuções Penais prevê a possibilidade de remição de pena por meio do trabalho e do estudo.
Para ter acesso ao benefício, o detento precisa de autorização judicial antes de iniciar as atividades.
A legislação permite:
- reduzir um dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar (ensino fundamental, médio, profissionalizante ou superior);
- reduzir um dia de pena a cada três dias de trabalho.
Além de diminuir o tempo total da condenação, essas atividades aceleram a progressão para o regime semiaberto e podem antecipar a concessão de liberdade condicional.
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Comentários (4)
Francisco Junior
08.01.2026 23:14Manda aquele padre de festa junina, o Padre Kelmon. Agora, falando sério, um cidadão que era favorável à tortura e morte de adversários não merece nenhuma assistência religiosa - e não adianta virem com a desculpa de arrependimento pois esse psicopata não se arrepende.
Jonathas Silva Campos
08.01.2026 23:07Oi Antagonistas, até quando vai persistir o erro? Já reclamei que não sou Jonathas Silva Campos e sim, Maglu Oliveira. Há algo errado no sistema de vcs.
Jonathas Silva Campos
08.01.2026 23:05Não sabia que Bolsonaro era tão precavido. Já está tratando de encomendar a alma, só não sei pra quem. Mandem o Malafaia pra lá pra berrar nos ouvidos dele duas longas horas com aquelas pregações do demônio. É cada uma!!!
Flavio marega
08.01.2026 21:45Tá de brincadeira...