MBL questiona sanidade de Marcos do Val e aciona Conselho de Ética
Representação aponta uso de inteligência artificial em gravação sobre suposta operação contra o governo da Venezuela
O Movimento Brasil Livre (MBL) protocolou uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES), depois que o parlamentar divulgou a suposta “gravação” de uma suposta “reunião secreta” sobre a captura de Nicolás Maduro. O político sustenta que registrou o diálogo pessoalmente durante um encontro ocorrido em 2024.
Segundo a publicação feita na rede social X, o áudio detalharia um plano para prender o ditador venezuelano. Contudo, a plataforma digital inseriu um alerta aos usuários informando que o material não possui autenticidade.
Os autores do pedido questionam a veracidade das informações compartilhadas pelo congressista capixaba.
Indícios de manipulação tecnológica
Investigações preliminares e usuários da rede social identificaram traços de inteligência artificial no conteúdo sonoro publicado. A gravação apresenta um interlocutor falando em espanhol sobre um golpe institucional realizado “sem armas”. O diálogo cita a participação de Supremas Cortes e menciona o Brasil no contexto da operação política.
O deputado estadual Guto Zacarias e o coordenador Renato Battista afirmam que a voz tem características mecanizadas. Eles classificam a narrativa como desconectada da realidade e sem qualquer comprovação de fatos concretos. Para o grupo, a disseminação desse material configura um ato de desinformação praticado por um agente público.
Questionamentos sobre conduta e decoro
O MBL argumenta que a propagação de notícias falsas fere o decoro inerente ao cargo parlamentar. A representação sugere que tais atos prejudicam a imagem institucional do Senado perante a sociedade. O documento também levanta dúvidas sobre as condições mentais do senador para o exercício do mandato.
O grupo solicita que o Conselho de Ética inicie um procedimento disciplinar para avaliar a conduta de Do Val. A investigação deve determinar se houve infração às normas éticas que regem a atividade legislativa.