Convocação de filho do Lula vira prioridade para a CPMI do INSS
Polícia Federal investiga se Lulinha foi "sócio oculto" do Careca do INSS; colegiado volta em fevereiro
O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta quarta-feira, 7, que a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, passou a ser uma prioridade do colegiado no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro.
Como mostramos mais cedo, a Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha, foi “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal.
“O fato é gravíssimo: o filho do presidente da República mantém relacionamento com o maior operador do roubo dos aposentados e pensionistas do Brasil. Era amizade desinteressada? De jeito nenhum; eram interesses financeiros mútuos”, disse Alfredo Gaspar.
“A CPMI tem a obrigação de aprofundar esse laço desavergonhado entre esses personagens e a relação espúria estabelecida entre ambos”, declarou ele.
“O que está em jogo é a corrupção nas entranhas do poder e o dinheiro desviado dos aposentados sendo utilizado para bancar esquemas paralelos, com interesses nefastos sobre a máquina pública”, acrescentou o deputado.
As acusações contra Lulinha, o filho do Lula
Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula (PT) foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.
“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.
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A amiga de Lulinha
Roberta Luchsinger foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.
As investigações apontam que ela recebeu cinco pagamentos de 300 mil reais, totalizando 1,5 milhão de reais, por ordem do Careca do INSS.
Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que Roberta esteve no Palácio do Planalto em 17 de abril, às 17h30, e 18 de abril de 2024, às 12h30.
No mesmo ano, Fábio Luís registrou entradas em 17 e 31 de janeiro e em 7 de março. A Presidência informou que não é possível identificar com quem eles se reuniram, pois não há registro do visitante pretendido ou do motivo da visita.
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