Esse cara largou tudo e vive há 30 anos sozinho em uma caverna no mato
Da capital gaúcha para dentro de uma pedra no meio da Mata Atlântica
Um homem trocou a vida urbana por uma caverna na Mata Atlântica há mais de 30 anos. Sua rotina desafia a lógica moderna e revela como é possível viver isolado da civilização.
Quem decidiu abandonar a cidade por uma caverna?
Seu Vilmar vive há mais de três décadas em uma encosta de mata atlântica, em uma caverna adaptada que ele mesmo organizou. Antes, morou em Porto Alegre, viajou como mochileiro por várias regiões, passou pelo Rio de Janeiro, Ibituba e Vale dos Sinos até se fixar nesse morro.
Ele nunca se sentiu adaptado à vida urbana e encontrou ali um lugar de paz e tranquilidade. O local estava abandonado quando chegou, usado antigamente por uma artista. Essa descoberta abriu espaço para que transformasse o ambiente na casa atual.

Como funciona a vida dentro da caverna?
A moradia é dividida em pequenos ambientes: um espaço de trabalho embaixo das pedras, uma área de cozinha e um quarto em uma cabaninha apoiada na rocha. Ele adaptou paredes de pau a pique, portas e detalhes estruturais, aprendendo técnicas na prática.
A eletricidade é mínima: uma placa solar carrega o celular, mas não há geladeira, lâmpadas ou aparelhos comuns. Durante o dia, a luz natural resolve tudo. À noite, ele usa velas, dorme cedo e organiza a rotina conforme o nascer e o pôr do sol.
De onde vêm os alimentos e recursos para sobreviver?
Na cozinha, cascas de coco viram tigelas e pratos, enquanto pedras ajudam a cortar alimentos. A água é guardada em espaços frescos da caverna e vem de uma bica e riachos do vale. Sem refrigeração, ele prioriza alimentos orgânicos duráveis, frutas e ingredientes secos.
A vegetação ao redor oferece diversos itens que compõem a alimentação diária. Entre os principais recursos naturais encontrados estão:
- Frutas nativas: araçá, pitanga, guabiroba, araticum, butiá e camarinha.
- Frutas plantadas: pés de banana cultivados próximo à casa.
- Temperos da mata: pimenta-rosa, usada em pratos salgados e doces.
- Especiarias locais: canela retirada diretamente da floresta.
- Condimentos trazidos: louro e miso, uma pasta de soja e arroz no lugar do sal.
Quer ver como é por dentro da caverna? Assista ao vídeo com imagens reais:
Como ele enfrenta os desafios da solidão e do clima?
O clima na mata pode ser úmido e frio, principalmente à noite. Ele se mantém aquecido ficando ativo, fazendo tarefas e acendendo fogo para cozinhar. À noite, combina camadas de agasalhos com o calor da fogueira, aproveitando recursos simples.
Ao longo dos anos, conviveu com morcegos, pescou para vender e fez coletas na natureza. Hoje vive com uma pequena renda, gastando muito pouco. Mantém boa relação com moradores da vila, recebe visitas de familiares e observa o mar, as baleias e o movimento do dia.
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