Só agora TCU vê urgência em inspeção no BC por Master?
Ministro Jhonatan de Jesus negou um pedido semelhante em maio de 2025
Ao ordenar a inspeção no Banco Central sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou que o procedimento fosse realizado com “máxima urgência”.
“Determino, com a máxima urgência, a realização de inspeção no BC, para exame in loco do acervo necessário, em ambiente seguro e sob as cautelas de sigilo legal, com vistas a reconstruir o fluxo de supervisão e resolução no período 2019–2025, verificar motivação, coerência e proporcionalidade, examinar a consideração de alternativas menos gravosas e aferir, com rastreabilidade documental, o tratamento conferido a tratativas relevantes de mercado, inclusive aquelas apresentadas em janela imediatamente anterior à decretação do regime, sem prejuízo de outros pontos que a equipe entenda pertinentes no planejamento, com as cautelas de praxe”, diz o despacho.
Contudo, Jhonatan de Jesus negou o mesmo pedido em maio de 2025, segundo O Globo.
Omissão
Na representação rejeitada, os técnicos avaliavam a possibilidade de omissão ou demora em constatar os problemas do Master.
“Importante notar que esta unidade já fez pedidos similares no âmbito de processos que já tramitam e ainda estão em tramitação nesta Corte de Contas. No bojo do TC 005.868/2025-4, foi proposta a realização de uma auditoria com o objetivo de avaliar os riscos relacionados ao crescimento do volume de operações de depósito a prazo, com foco em Certificados de Depósitos Bancários, e os possíveis impactos no Fundo Garantidor de Créditos e demais instrumentos utilizados para garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional”, afirmaram os técnicos no parecer produzido para basear a decisão de segunda-feira.
“O referido processo foi arquivado sem a aprovação de autorização para realização de auditoria”, acrescentaram.
Quando os técnicos fizeram a representação, o banqueiro Daniel Vorcaro negociava a venda de 58% de suas ações no Master ao BRB, o banco estatal de Brasília.
O ministro Jhonatan de Jesus apresentou ao plenário do tribunal um relatório rejeitando o pedido e foi aprovado por unanimidade.
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