Aprenda a fazer seu próprio giz em casa
Ideia surgiu depois de pintura de parede com pigmentos naturais de solo
Fazer giz de lousa em casa com terra parece coisa de outro mundo, mas virou experimento simples, cheio de testes curiosos e com um resultado que chama atenção de quem gosta de colocar a mão na massa.
Como surgiu a ideia de fazer giz com terra?
A experiência começou depois de um teste antigo com “tinta de terra”, quando diferentes solos foram usados para pintar uma parede e o resultado mostrou que pigmentos naturais podem funcionar muito bem em projetos criativos.
A partir daí, a proposta evoluiu para criar um giz de lousa usando terra e outros pigmentos naturais, misturados principalmente com gesso, explorando fórmulas diferentes até encontrar combinações que realmente funcionassem no dia a dia.

Qual é a base da receita do giz caseiro?
A base de quase todas as receitas foi o gesso em pó, misturado com água em proporções simples: a quantidade de água equivalente ao volume do gesso, criando uma massa bem fluida que pudesse ser despejada em formas.
Para moldar o giz, uma solução prática foi usar um pedaço de cano de PVC de 25 mm com um adesivo interno e fita crepe no fundo, formando um tubo que permite obter bastões longos e grossos, prontos para riscar chão, lousa ou pedra.
Quais pigmentos naturais foram testados?
Os testes incluíram seis pigmentos: terra peneirada, espirulina (alga em pó), uva em pó, beterraba em pó, cúrcuma e o próprio giz branco, todos misturados em combinações diferentes de gesso, água e outros aditivos minerais.
Para organizar os resultados, foram preparados vários tipos de massa, variando só o gesso e também adicionando carbonato de cálcio, cola branca e detergente, gerando dezenas de gizes com cores, cheiros e consistências bem distintas. As combinações que mais funcionaram incluíram:
- Terra + gesso bem diluído: fórmula que mais funcionou, com cor boa e giz macio para lousa
- Carbonato de cálcio: deixou o giz menos duro e mais parecido com o giz escolar tradicional
- Cúrcuma: teve desempenho razoável em algumas misturas, especialmente com carbonato de cálcio
- Espirulina, uva e beterraba: geraram gizes frágeis, com cheiro ruim ou que simplesmente se desfaziam
O que essa experiência revela sobre ciência e arte?
Além da parte prática, o projeto se conectou com pesquisas de geologia da USP, que trabalham com pigmentos naturais extraídos de rochas e solos, mostrando como o processo profissional exige moer, peneirar e separar partículas finíssimas para obter cores estáveis.
Ao transformar terra em giz, tintas e até testes de giz de cera com ceras naturais, o trabalho aproxima geociências, química e arte, incentivando quem acompanha a continuar explorando materiais do ambiente e buscar mais curiosidades criativas em novos conteúdos.
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