Pequena ilha europeia comemora o ano novo quase 2 semanas depois do resto do continente
A pequena Ilha de Foula, na Escócia, costuma passar despercebida nos mapas, mas guarda uma particularidade que intriga historiadores e viajantes.
A pequena Ilha de Foula, na Escócia, costuma passar despercebida nos mapas, mas guarda uma particularidade que intriga historiadores e viajantes.
Ali, festas como Natal e Ano Novo ainda seguem o calendário juliano, criando um ciclo festivo próprio e reforçando uma forte identidade cultural em meio ao isolamento geográfico.
Onde fica Foula e como é a vida na ilha?
Localizada no remoto arquipélago das Shetland, Foula é descrita como uma das ilhas mais isoladas do Reino Unido. Com pouco mais de três dezenas de residentes, a rotina combina ambiente comunitário, forte ligação à natureza e um modo de vida simples e cooperativo.
Nesse contexto, o calendário funciona não apenas como forma de organizar os dias, mas também como um símbolo de pertença e continuidade histórica.
O isolamento e a economia de pequena escala, baseada em pesca e criação de ovelhas, ajudam a preservar costumes singulares.
Today the island of Foula celebrates Christmas day 🎄
— Catherine Munro (@CatherineMMunro) January 6, 2025
they continue to follow the Julian calendar when most otther places adopted the Gregorian calendar.
I loved visiting Foula and my time there inspired the title of my book and many ideas about ponies and landscape #Shetland pic.twitter.com/RtleCtnTQD
Por que a ilha de Foula ainda segue o calendário juliano?
Enquanto quase toda a Europa adotou o calendário gregoriano entre os séculos XVI e XVIII, Foula manteve tradições ligadas ao calendário juliano.
Isso faz com que datas como o Natal e a Passagem de Ano sejam celebradas alguns dias depois do restante do Reino Unido.
O calendário juliano, criado na Roma Antiga, foi substituído por apresentar desalinhamento com o ciclo solar.
Em Foula, porém, a comunidade optou por manter parte desse sistema, encarando a diferença de datas não como atraso, mas como herança cultural transmitida entre gerações.
Historic wooden church in the village of Funningur, Eysturoy, Faroe Islands
— Claudine Cassar (@claudinecassar) January 3, 2026
Ekrem Canli, CC BY-SA 4.0 <https://t.co/K5lhzD0Dzq>, via Wikimedia Commons pic.twitter.com/XNaJ2vcMtV
Como são as comemorações de Natal e Ano Novo na ilha de Foula?
As festas de fim de ano na ilha são intimistas e centradas na convivência.
No “Ano Novo juliano”, moradores circulam entre as casas, conversando, brindando e celebrando o início de mais um ciclo em encontros que muitas vezes se estendem pela madrugada.
- Reuniões em casas de vizinhos, parentes e amigos
- Rodas de música e canto coletivo em ambientes domésticos
- Refeições preparadas com peixes, produtos agrícolas e carnes locais
- Troca de presentes e encontros familiares no Natal “atrasado”
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Qual é a história de Foula e sua ligação com o passado?
Registros indicam que Foula é habitada desde a Idade do Ferro, tendo recebido forte influência viking na Idade Média.
Durante séculos ligada à esfera norueguesa, acabou incorporada à Escócia, mas preservou traços de língua, costumes e práticas agrícolas tradicionais.
O isolamento, o clima rigoroso e a necessidade de cooperação reforçam uma organização comunitária coesa.
A manutenção do calendário juliano integra esse conjunto de práticas que conectam os moradores a um passado nórdico e rural ainda muito presente no cotidiano.
Como chegar a Foula e o que esperar da visita?
Apesar do isolamento, é possível visitar Foula por ferry a partir de Walls, por cruzeiros de um dia ou por voos regionais, sempre sujeitos às condições climáticas. A viagem costuma ser parte da experiência, revelando falésias, aves marinhas e uma paisagem costeira preservada.
Ao chegar, visitantes percebem um ritmo de vida guiado pelas estações e pelo mar, menos alinhado ao “relógio social” do continente.
Em Foula, o calendário juliano e o cotidiano comunitário funcionam como um testemunho vivo da sobrevivência de tradições em pleno mundo moderno.
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