Brasil e aliados de esquerda condenam ação dos EUA na Venezuela
Em comunicado, países expressaram “profunda preocupação e rejeição” à operação ordenada por Trump para capturar Maduro
Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha, países atualmente governados pela esquerda, divulgaram neste domingo, 4, uma nota conjunta na qual condenam a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
No comunicado, esses países expressaram “profunda preocupação e rejeição” à ação ordenada pelo presidente americano Donald Trump.
Segundo os governos signatários, “as ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”.
No texto, os países afirmam que iniciativas desse tipo representam um “precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais” e para a ordem internacional baseada em normas, “além de colocarem em risco a população civil”.
Os governos defendem que a crise política na Venezuela deve ser solucionada “exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”.
“Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.”
Vamos governar a Venezuela, diz Trump
Em coletiva de imprensa, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado que os Estados Unidos vão governar a Venezuela “até que haja uma transição adequada e justa”.
“Estávamos preparados para atacar novamente, um ataque muito maior, mas isso provavelmente não será necessário”, disse.
O presidente americano disse ainda que não permitirá que ninguém próximo a Maduro continue no poder.
“Teremos um grupo de pessoas administrando a Venezuela, incluindo as pessoas atrás de mim”, afirmou.
A operação militar, considerada a maior intervenção dos Estados Unidos na América Latina em décadas, incluiu o bombardeio de Caracas na madrugada de sábado.
Após a captura, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram levados a Nova York, onde devem ser julgados por acusações de narcoterrorismo e crimes ligados ao tráfico de drogas.
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