María Corina Machado defende posse imediata de Edmundo González na Venezuela
“O que tinha que acontecer está acontecendo”, diz líder opositora venezuelana
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado (foto), publicou neste sábado, 3, um comunicado nas redes sociais pedindo unidade nacional após a captura do ditador Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos.
“Diante de sua recusa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei”, escreveu Machado.
“Lutamos por anos, demos tudo de nós, e valeu a pena. O que tinha que acontecer está acontecendo.”
A opositora defendeu que Edmundo González Urrutia, reconhecido pelos EUA como presidente eleito da Venezuela, deve “assumir imediatamente” seu mandato e ser reconhecido como comandante das Forças Armadas.
“Hoje estamos preparados para fazer cumprir nosso mandato e tomar o poder. Vamos restaurar a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossas crianças de volta para casa”, disse.
“Chegou a hora da liberdade”
Machado se manifestou publicamente pela primeira vez após a operação militar americana, que incluiu ataques em vários pontos de Caracas e resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados aos EUA.
O comunicado, intitulado “Chegou a hora da liberdade”, diz que González, impedido de assumir após as eleições de 2024 devido à inelegibilidade de Machado, deve agora ocupar o cargo de forma imediata.
“Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles de nós que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem”, escreveu Machado.
Edmundo González concorreu às últimas eleições presidenciais de 2024 no lugar de Machado, que foi impedida de participar. Apesar da vitória declarada de Maduro, a oposição afirma ter verificado nas atas eleitorais que González teria obtido a maioria dos votos. A Justiça e o tribunal eleitoral venezuelano, aliados de Maduro, negaram essas alegações, sem apresentar as atas.
Exilado na Espanha desde setembro de 2025 devido a ameaças de prisão pelo governo venezuelano, González também se pronunciou pelas redes sociais e afirmou estar pronto para a “grande operação de reconstrução” da Venezuela.
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