Rússia, Cuba e Irã reagem à ofensiva dos EUA que capturou Maduro
Chancelaria russa chamou ação ordenada por Trump de “agressão armada”
Regimes aliados de Nicolás Maduro reagiram neste sábado, 3, ao ataque militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador venezuelano.
A Rússia condenou a ação americana. O Ministério das Relações Exteriores classificou o episódio como um ato de “agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu contenção para evitar uma nova escalada do conflito.
“Os pretextos citados para justificar essas ações são insustentáveis. A hostilidade movida por ideologia prevaleceu sobre o pragmatismo prático e sobre a disposição de construir relações baseadas na confiança e na previsibilidade”, afirmou a chancelaria russa em comunicado.
Moscou, aliada histórica do regime venezuelano, afirmou estar disposta para apoiar iniciativas diplomáticas.
“Reafirmamos nossa solidariedade com o povo venezuelano e nosso apoio ao curso adotado por sua liderança bolivariana para defender os interesses nacionais e a soberania do país”, acrescentou o ministério.
A embaixada russa em Caracas informou que segue operando normalmente e mantém contato permanente com as autoridades locais e cidadãos russos no país. Segundo a representação diplomática, não há registro de russos feridos nos ataques.
Cuba
Cuba também reagiu de forma contundente.
O ditador Miguel Díaz-Canel afirmou:
“Cuba denuncia e exige reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a Nossa América.”
Irã
Outro aliado de Caracas, o Irã, classificou a ação americana como uma “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu que o Conselho de Segurança da ONU “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os envolvidos.
Como mostramos, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou que o país não aceitará a presença de tropas estrangeiras.
Em vídeo publicado mais cedo, ele disse que os ataques dos Estados Unidos atingiram áreas civis e informou que o governo está reunindo dados sobre mortos e feridos.
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Comentários (1)
Fabio
03.01.2026 12:18O Irã é o próximo.