“Só a Rússia não quer que esta guerra termine”, diz Zelensky
Dois mísseis atingiram uma área residencial comum em Kharkiv; um prédio foi gravemente danificado
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira, 2, ao denunciar um novo bombardeio contra o território ucraniano, que “só a Rússia não quer que esta guerra termine”.
Segundo Zelensky, dois mísseis atingiram uma área residencial comum em Kharkiv.
Um dos prédios foi gravemente danificado. O número de vítimas ainda é desconhecido.
No X, o presidente da Ucrânia disse que Moscou faz “tudo” para garantir que a guerra continue e cobrou a continuidade do apoio internacional a Kiev.
“Um ataque russo brutal atingiu Kharkiv. Informações preliminares indicam que dois mísseis atingiram uma área residencial comum. Um dos prédios foi severamente danificado. Uma operação de resgate está em andamento, com todos os serviços necessários no local. O número exato de vítimas ainda é desconhecido. Equipes de resgate, o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia, bem como as autoridades municipais e regionais de Kharkiv, fornecerão atualizações.
Infelizmente, é assim que os russos tratam a vida e as pessoas – continuam matando, apesar de todos os esforços do mundo, especialmente dos Estados Unidos, no processo diplomático. Só a Rússia não quer que esta guerra termine e, todos os dias, faz tudo para garantir que ela continue. É por isso que o apoio à Ucrânia também deve continuar e precisamos, todos os dias, de reforço da nossa defesa aérea, das nossas posições e da proteção da vida das pessoas. Obrigado a todos que estão ao lado da Ucrânia!”
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Acordo de paz na Ucrânia
Zelensky disse na quarta-feira, 31, que um acordo para pôr fim a guerra entre Rússia e Ucrânia está “90% pronto”.
“Nossos argumentos foram ouvidos? Esperamos sinceramente que sim. Concordaram conosco? Não totalmente. Ainda não. É precisamente por isso que, por ora, falamos de 90%, e não dos 100%, de prontidão para um acordo de paz. As intenções devem se tornar garantias de segurança. E, portanto, precisam ser ratificadas. Pelo Congresso dos EUA, pelos parlamentos europeus, por todos os parceiros”, fala o presidente ucraniano em vídeo publicado no X.
“Um pedaço de papel no estilo de Budapeste não satisfará a Ucrânia. A Ucrânia não precisa de uma armadilha meticulosamente elaborada no estilo de Minsk. Assinaturas em acordos fracos só alimentam a guerra. Minha assinatura estará em um acordo forte. E é exatamente sobre isso que cada reunião, cada telefonema, cada decisão trata agora. Garantir uma paz forte para todos”, continuou.
“Não por um dia, não por uma semana, não por dois meses – paz por anos. Só então será um sucesso. Para a Ucrânia, para os Estados Unidos, para a Europa – e, na verdade, para todas as nações que querem viver, não lutar”, seguiu.
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