“É uma medida de vingança”, diz advogado de Filipe Martins
Ex-assessor de Bolsonaro foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Filipe Martins, afirmou nesta sexta-feira, 2, que a prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro para Assuntos Internacionais é uma “medida de vingança”.
Martins foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O magistrado considerou que Filipe Martins descumpriu as regras da prisão domiciliar decretada em 27 de dezembro de 2025 ao fazer uma pesquisa no LinkedIn.
“Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança. Trata-se, evidentemente, de início de cumprimento da pena. Vejam que não importa provar ser inocente, não importa cumprir as cautelares de forma exemplar. O ministro Alexandre de Moraes, ele decide como ele quer, da forma como ele quer e a hora que ele quer. Mesmo tendo recursos ainda condenação, ele já determinou. Isso é a realidade, o início do cumprimento da pena. Essa prisão nada mais é do que uma medida de vingança e para antecipar o cumprimento da pena pela condenação, embora ainda caibam recursos da condenação. Foi assim com Bolsonaro, foi assim com os demais condenados da farsa da trama golpista e hoje foi assim com Filipe Martins”, disse Chiquini em vídeo publicado no X.
“O Brasil vê que não há devido processo legal aqui. Não importa o quanto recorrer. Temos mais de 10 recursos durante todo o processo, até hoje aguardando análise. Não importa quantas provas mostremos, não importa quão inocente seja. O objetivo era eliminar Bolsonaro, bolsonaristas, seus aliados, eliminar Filipe Martins. Hoje essa prisão do Filipe Martins não foi por algo que ele fez, mas sim por quem ele é”, continuou.
Jeffrey Chiquini afirmou que irá se reunir com os demais advogados de Filipe Martins para decidir quais serão os próximos passos da defesa.
Pesquisa no LinkedIn
Condenado a 21 de anos de prisão por participação na trama golpista, Filipe Martins teria usado o LinkedIn para a busca de perfis de terceiros.
Moraes deu a defesa do ex-assessor presidencial um prazo de 24 horas para fornecer a explicação, sob pena de decretação da prisão preventiva do réu.
A defesa de Filipe Martins negou que ele tenha descumprido a proibição.
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