Taiwan segue em alerta mesmo após retirada de navios chineses
Centro de resposta marítima de emergência de Taiwan foi mantido em funcionamento
A guarda costeira de Taiwan afirmou ter mantido o centro de resposta marítima de emergência em funcionamento nesta quarta-feira, 31, apesar da retirada dos navios chineses.
“A situação marítima se acalmou, com navios e embarcações gradualmente deixando o local. Como a China não anunciou o fim dos exercícios militares, o centro de resposta a emergências permanece operacional”, disse Kuan Bi-ling, chefe do Conselho de Assuntos Oceânicos de Taiwan.
À agência de notícias Reuters, um oficial da guarda costeira de Taiwan afirmou que todos os 11 navios da guarda costeira chinesa deixaram as águas próximas a Taiwan.
Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, 77 aeronaves militares chinesas e 25 embarcações da marinha e da guarda costeira estiveram operando ao redor da ilha nas últimas 24 horas.
Pelo menos 35 aviões militares cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan.
Taiwan condenou os exercícios militares chineses. Para Taipei, a chamada “Missão Justiça 2025” é uma ameaça à segurança regional e uma provocação flagrante.
Comunidade internacional
A comunidade internacional manifestou preocupação com os exercícios militares chineses ao redor de Taiwan.
O governo da Alemanha solicitou que as partes busquem o entendimento por meio de canais diplomáticos. Em nota, um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores de Berlim disse que “o governo federal faz um chamamento à moderação e ao diálogo”.
A diplomacia alemã ressaltou os riscos das atividades para a ordem regional: “Esses exercícios aumentam as tensões e afetam a estabilidade no estreito de Taiwan”.
A União Europeia afirmou que as movimentações militares chinesas colocam em risco a segurança coletiva internacional. O bloco destacou que a região possui relevância para a logística global de mercadorias.
Anitta Hipper, porta-voz da diplomacia europeia, afirmou que “a paz e estabilidade no estreito de Taiwan são de importância estratégica para a segurança e prosperidade regional e global”. A instituição defende a manutenção da situação política vigente.
Os franceses também demonstram preocupação com o incremento da pressão militar sobre o território taiwanês. O Ministério de Exteriores declarou que “França chama todas as partes a se absterem de qualquer escalada”.
O governo do Paraguai emitiu uma nota em que “condena os exercícios militares de grande escala e a fogo real realizados pela República Popular da China, nas proximidades da ilha da República da China (Taiwan). Estas ações unilaterais ameaçam gravemente a estabilidade e a paz na região Indo-Pacífica”.
Até o momento, o Itamaraty não se manifestou.
Leia também: O perigoso cerco sobre Taiwan
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)