Hamas descarta entrega de armas em negociações para paz em Gaza
Pronunciamento do grupo terrorista precede a cúpula entre Trump e Netanyahu e confirma morte de antigo porta-voz
O grupo terrorista Hamas reafirmou a intenção de não se desfazer de suas armas a despeito de quaisquer tratativas de paz na Faixa de Gaza. A posição foi divulgada nesta segunda-feira, 29, por meio de um vídeo oficial da organização.
O porta-voz das Brigadas Ezzedine al-Qassam declarou que “nosso povo se defende e não renunciará a suas armas enquanto persista a ocupação”.
O anúncio precede a reunião em Washington entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os líderes planejam abordar a estabilidade regional e os requisitos para uma nova etapa do cessar-fogo.
A manifestação do Hamas desafia a meta israelense de eliminar a capacidade ofensiva do movimento islamista.
Uma porta-voz de Israel informou que Netanyahu apresentará a necessidade de que o “Hamas seja desarmado e Gaza desmilitarizada”. O país sustenta que este ponto é inegociável após os eventos de outubro de 2023.
O porta-voz do Hamas inverteu a demanda ao solicitar que Israel renuncie a seu poderio militar: “Chamamos a todas as partes implicadas a trabalhar para desarmar as armas letais da ocupação”.
Confirmação de baixas na liderança
O comunicado serviu para oficializar o falecimento de Abu Obeida, antigo comunicador da ala militar. A morte havia sido reportada por Israel meses atrás, após uma incursão aérea na Faixa de Gaza.
O integrante, cujo nome real era Hudhayfa Samir al-Kahlout, foi o rosto da propaganda do grupo durante o conflito. O novo representante adotou o mesmo nome de guerra de seu antecessor durante o pronunciamento.
Hamas também admitiu a perda de outros quatro comandantes em ataques realizados por Israel. A ofensiva busca impedir que o grupo represente ameaças futuras, diretriz que possui suporte de aliados ocidentais.
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