Aldo Rebelo quer ser presidente do Brasil pelo Democracia Cristã
Ex-ministro de governos do PT oficializa mudança partidária e apresenta pautas focadas em defesa nacional e anistia política
O ex-ministro Aldo Rebelo confirmou a pré-candidatura à Presidência da República para o pleito do próximo ano. Com a decisão, ele migra do MDB para o partido Democracia Cristã (DC). A legenda é presidida pelo ex-deputado João Caldas.
Conforme noticiado em O Antagonista, ele havia antecipado sua intenção em um vídeo publicado nas redes sociais, em que exalta o novo partido e critica o STF e a Faria Lima:
“O Democracia Cristã é um partido modesto, já teve no seu passado figuras importantes como o ex-presidente Jane, do ex-governador Franco Montoro, mas hoje é um partido modesto, não tem fundo partidário, não tem bancada, mas em compensação o partido também não tem dono. O partido não é comandado pelo Supremo Tribunal Federal, pelos políticos profissionais, não é comandado pelos banqueiros da Faria Lima, é um partido independente e que pode muito bem apresentar uma plataforma alternativa para o Brasil”.
Na plataforma eleitoral, retomada do crescimento econômico e diminuição das desigualdades sociais. Rebelo também pretende priorizar a revalorização democrática e a agenda de defesa nacional. O movimento consolida seu afastamento de antigos aliados do campo da esquerda.
O comunista mais conservador do Brasil?
Rebelo integrou o primeiro escalão federal durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff. No primeiro governo Lula, ocupou a chefia da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais. Na administração seguinte, comandou as pastas do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa.
O político iniciou sua trajetória no PCdoB, de onde saiu em 2017. Desde então, perambulou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB. Atualmente, é secretário de Relações Internacionais na prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes.
A mudança de espectro político aproximou o ex-ministro de setores ligados ao bolsonarismo. Levantamentos da pesquisa Genial/Quaest de dezembro indicam intenção de voto entre 1% e 2%. O desempenho varia conforme o cenário apresentado aos eleitores consultados.
O agora pré-candidato já fez críticas à atuação de órgãos como o Ibama e a Funai. Para Rebelo, essas instituições criam obstáculos ao desenvolvimento em áreas de mineração e agroindústria. Ele sustenta que as fronteiras de energia e minérios são imobilizadas por tais entes.
Além disso, afirmou que Lula é refém do Supremo Tribunal Federal. Rebelo manifestou descontentamento com a influência da corte nas decisões do Poder Executivo. A postura sinaliza o alinhamento com pautas críticas ao funcionamento do judiciário.
Aldo Rebelo defende perdão a Bolsonaro
O político defende o perdão legal aos envolvidos em atos contra a ordem institucional: “Como é que você pacifica um país? É esquecendo. Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não quer chegar ao governo para botar o antecessor na cadeia. O país precisa reunir energias para cuidar de seu futuro. E esses problemas menores precisam ser esquecidos”.
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