Pressão de Jair Bolsonaro estava “altíssima” na madrugada, diz Carlos
O ex-vereador do Rio afirmou ainda que "o início da madrugada de hoje foi de muita preocupação" ao acompanhar o ex-presidente
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 29, que, durante a madrugada, a pressão arterial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, estava “altíssima“. Jair permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, em cuidados pós-operatórios após cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral.
Carlos comentou o estado de saúde do político por meio de publicação no X. “O início da madrugada de hoje foi de muita preocupação ao acompanhar meu pai. Sua pressão arterial estava altíssima e, mais uma vez, os médicos precisaram intervir para controlar o quadro e avaliar a possibilidade de uma nova cirurgia hoje para tentar cessar os soluços”, escreveu o ex-vereador.
“Também foi iniciado o tratamento para a apneia do sono. São muitos desafios somados, e todos sabemos que, sem acompanhamento médico constante e cuidados rigorosos, sua vida fica seriamente ameaçada. Seguimos com fé, esperança e orações para que tudo ocorra bem”, complementou.
Segundo boletim divulgado no domingo, 28, Jair apresentou uma nova crise de soluços de sábado, 27, para ontem, acompanhada de elevação da pressão arterial, mas encontrava-se estável e sem episódios de soluço.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais que os episódios começaram por volta das 23h e se estenderam até a manhã de domingo.
“Jair não teve uma noite boa: apresentou uma nova crise de soluços, iniciada por volta das 23h, que permaneceu até as 11h20 da manhã, sem pausas, o que lhe causou grande exaustão e elevação da pressão arterial”, escreveu Michelle.
Ela afirmou ainda que o ex-presidente seguiu no domingo uma dieta mais restrita e que retornaria ao hospital para passar a noite ao lado do marido, que estava acompanhado do filho Jair Renan.
Novo procedimento médico
De acordo com a equipe médica, está programado para esta segunda-feira um bloqueio anestésico do nervo frênico esquerdo, complemento de um procedimento já realizado no sábado.
O objetivo é controlar as crises persistentes de soluços, que não responderam totalmente aos tratamentos clínicos anteriores.
O nervo frênico comanda os movimentos do diafragma, essencial para a respiração, e o bloqueio busca interromper as contrações involuntárias que provocam o soluço.
Bolsonaro vinha enfrentando episódios recorrentes desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018, complicações que evoluíram para soluços refratários de difícil controle clínico.
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Comentários (1)
Antihipertensivo tem de ser tomado nos horários exatos e sem atrasos para evitar elevação da pressão arterial. Se o paciente toma a medicação corretamente e mesmo assim a PA se eleva, o médico q o acompanha deve ser informado para investigar se precisa ou não ajustar a dose... Os cidadãos q não têm planos de saúde, precisam ir ao Pronto Atendimento de suas cidades e com pressão elevada devem ser logo atendidos...