STF mantém prisão de Silvinei Vasques
Ex-diretor da PRF está detido na Papudinha, ala destinada a policiais e militares, onde também está Anderson Torres
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve no sábado, 27, a prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques (foto), condenado a 24 anos e seis meses por participação na tentativa de golpe de 2022. Ele foi capturado no Paraguai na sexta-feira e chegou a Brasília no sábado para audiência de custódia.
Transferido de avião para a capital federal, Silvinei passou por exame de corpo de delito na Superintendência da Polícia Federal e foi encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Ele está na unidade “Papudinha”, destinada a detenção de policiais e militares, ao lado do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Fuga e prisão internacional
Silvinei foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, enquanto tentava embarcar com documentos falsos rumo a El Salvador, passando pelo Panamá.
O ex-diretor da PRF usava um passaporte paraguaio em nome falso de Julio Eduardo Fernandez.
A Polícia Nacional do Paraguai entregou Silvinei às autoridades brasileiras na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este.
Violação de medidas cautelares
Antes da fuga, Silvinei cumpria medidas cautelares em Santa Catarina, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
Alertas foram emitidos às autoridades brasileiras e internacionais após a violação do equipamento.
A adidância da Polícia Federal no Paraguai monitorava os movimentos do ex-diretor e comunicou previamente a polícia local.
Segundo informações prestadas pela Polícia Federal ao Supremo, o equipamento deixou de transmitir o sinal de GPS por volta das 3h do dia 25 de dezembro.
Horas depois, perto das 13h, também perdeu o sinal de GPRS, possivelmente por falta de bateria.
A primeira equipe acionada para verificar a falha foi a Polícia Penal de Santa Catarina, por volta das 20h do mesmo dia. Silvinei já não se encontrava em seu apartamento, no município de São José.
Mais tarde, uma equipe da Superintendência Regional da Polícia Federal esteve no local para apurar o descumprimento das medidas restritivas.
As investigações indicam que Silvinei deixou o prédio em um carro alugado, com destino ao Paraguai. Antes de sair, ele organizou seus pertences e levou bolsas, tapetes higiênicos para cachorro e um pitbull, conforme relatos reunidos pela Polícia Federal.
Condenação pelo STF
A Primeira Turma do STF concluiu que Silvinei, durante o segundo turno das eleições de 2022, mandou montar barreiras da PRF no Nordeste para dificultar a circulação de eleitores em regiões com mais votos para Lula.
A sentença foi divulgada há dez dias, e a prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
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