Isabel Veloso passa por nova cirurgia na UTI
A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, foi submetida a uma cirurgia de traqueostomia nesta sexta-feira (26), em Curitiba
A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, foi submetida a uma cirurgia de traqueostomia nesta sexta-feira (26), em Curitiba, após um período prolongado na UTI com intubação, sedação e ventilação mecânica, e, segundo familiares, apresentou evolução clínica positiva.
Traqueostomia em pacientes com linfoma de Hodgkin
A traqueostomia é uma cirurgia em que se cria uma abertura na traqueia para facilitar a respiração, geralmente com auxílio de um tubo.
Em pacientes como Isabel, que passam por intubação prolongada, o procedimento busca reduzir o desconforto do tubo orotraqueal e auxiliar no desmame da ventilação mecânica.
Além de melhorar o conforto respiratório, a traqueostomia costuma facilitar a higiene das vias aéreas e o manejo de secreções em pacientes de UTI.
Em pessoas em tratamento ou remissão de linfoma de Hodgkin, a indicação é avaliada com cautela pela equipe médica.

Quais são os objetivos da traqueostomia em recuperação na UTI
Nesses casos, médicos consideram nível de consciência, resposta ao tratamento oncológico, função pulmonar e risco de infecção antes de indicar o procedimento.
O foco é equilibrar segurança, qualidade de vida e possibilidade de reabilitação respiratória ao longo da internação.
Entre os principais objetivos da traqueostomia em um cenário de recuperação estão:
- Melhorar o conforto respiratório em comparação à intubação oral prolongada;
- Facilitar a remoção de secreções e a fisioterapia respiratória;
- Auxiliar na redução gradual da dependência de ventilação mecânica;
- Permitir, em alguns casos, maior interação e comunicação com equipe e familiares.

Como o histórico clínico de Isabel influencia a recuperação
Isabel foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em 2021 e passou por longo período de cuidados paliativos, com prognóstico restrito.
Em maio de 2025, anunciou remissão da doença e, em outubro, realizou transplante de medula óssea, etapa que exige monitorização rigorosa e internações prolongadas.
Tratamentos como quimioterapia, imunoterapia e transplante podem aumentar o risco de infecções e exigir vigilância constante de exames hematológicos.
A remissão do linfoma, porém, é um dado importante na avaliação do potencial de recuperação global após procedimentos como a traqueostomia.
Qual é o papel da equipe multidisciplinar no caso de Isabel
Em situações como a de Isabel, a assistência costuma ser multidisciplinar para lidar com as complexidades oncológicas, respiratórias e emocionais.
Diferentes especialidades atuam em conjunto para ajustar terapias, acompanhar a ventilação e planejar a reabilitação progressiva.
- Oncologistas, que acompanham o linfoma e o pós-transplante;
- Intensivistas, responsáveis pela função respiratória e hemodinâmica na UTI;
- Fisioterapeutas respiratórios, que conduzem a reabilitação pulmonar e motora;
- Enfermeiros especializados, que cuidam da traqueostomia, curativos e medicações;
- Psicólogos e assistentes sociais, que apoiam paciente e família na adaptação ao tratamento.
Por que o caso de Isabel mobiliza tantas pessoas nas redes sociais
A história de Isabel ganhou notoriedade porque ela compartilhou, de forma contínua, detalhes do tratamento contra o linfoma de Hodgkin e das internações.
Seus relatos aproximaram seguidores, familiares e desconhecidos, que passaram a acompanhar momentos de piora, melhora e mudanças de conduta médica.
A divulgação frequente de boletins por seu marido, Lucas Borbas, incluindo a atualização sobre a traqueostomia e a evolução após o procedimento, mantém o público informado em tempo real.
Segundo a família, a expectativa é que o novo dispositivo respiratório traga mais conforto e estabilidade clínica nas próximas etapas do tratamento.
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