“Vamos acabar logo com esse fiasco”, diz ex-conselheiro de Trump sobre Maduro
General defende ação militar como forma de pressionar ditador venezuelano a deixar o poder
General Mike Flynn, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira, 26, que os Estados Unidos poderiam realizar uma ação militar terrestre com uma bomba róxima ao ditador venezuelano Nicolás Maduro como forma de pressioná-lo a deixar o poder.
Em publicação nas redes sociais, Flynn afirmou conhecer pessoas que saberiam o paradeiro de Maduro e disse que uma explosão controlada nas proximidades poderia servir como um aviso para que o ditador chavista deixasse o país.
“Conheço alguém que conhece alguém que sabe onde Maduro está… um ataque terrestre com uma bomba de 227 kg perto dele poderia enviar a mensagem certa para fazê-lo fugir para Teerã ou Doha. Distribua alguns panfletos junto com o caminhão de 227 kg com a mensagem: “O próximo será de 907 kg!”.
Mike Flynn declarou que Maduro “precisa sair e um governo legítimo precisa assumir o poder”.
“Vamos acabar logo com esse fiasco. Maduro precisa sair e um governo legítimo precisa assumir o poder — e eles estão prontos! Prolongar ainda mais este processo só permite que a CIA use sua magia negra para conseguir uma decisão Maduro-light no lugar de Maduro. Este plano não vai funcionar!”, escreveu.
Repressão
O ditador Nicolás Maduro tem utilizado a pressão dos Estados Unidos contra seu regime como pretexto para intensificar a repressão aos opositores, segundo reportagem do The Washington Post.
Segundo Martina Rapido Ragozzino, pesquisadora da Human Rights Watch, Maduro“usou a pressão dos EUA como desculpa para mobilizar os militares, rotular seus críticos de ‘traidores’ e prender dezenas de dissidentes“.
A organização de direitos humanos, sediada em Nova York, informou em setembro ter documentado 19 casos de prisioneiros mantidos em regime de incomunicabilidade na Venezuela.
Morte na cadeia
Um dos episódios mais recentes envolve o político da oposição Alfredo Díaz, ex-governador do estado de Nueva Esparta, que morreu neste mês em El Helicoide, sede do serviço de inteligência venezuelano (SEBIN), em Caracas.
Díaz estava preso havia um ano, após ser detido enquanto tentava deixar o país.
Segundo familiares, ele teve atendimento médico negado durante o período de encarceramento.
Na última terça, 23, a Assembleia Nacional, controlada pelo chavismo, aprovou uma lei que impõe até 20 anos de prisão a qualquer pessoa que “promova, incite, solicite, invoque, favoreça, facilite, apoie, financie ou participe” da campanha dos EUA para apreender navios que transportam petróleo venezuelano.
“A repressão do espaço cívico se intensificou, sufocando as liberdades das pessoas”, disse Volker Türk, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Leia mais: Maduro usa pressão dos EUA para reprimir dissidentes
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