Caso Tainara: homem passa a responder por feminicídio consumado
Douglas Alves da Silva, de 26 anos, pode ter pena agravada em razão da mudança após morte da vítima
Após a confirmação da morte de Tainara Souza Santos (foto), aos 31 anos, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, passou a ser investigado por feminicídio consumado. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Em nota, o órgão afirmou que, “com o óbito da vítima, a natureza já foi atualizada para feminicídio consumado”. O caso está sob apuração no 73º DP.
Douglas foi preso por atropelar e arrastar a vítima na Marginal Tietê, em São Paulo, em 29 de novembro. Tainara morreu na noite ontem, após uma série de procedimentos médicos.
A vítima teve as pernas amputadas. Na última segunda-feira, 22, Tainara foi submetida a outra cirurgia para uma nova amputação na região da coxa, necessária para a reconstrução dos glúteos. Além disso, foi realizada uma traqueostomia para retirada do tubo respiratório e uma cirurgia plástica de reparação.
Antes da morte de Tainara, Douglas respondia por tentativa de feminicídio no caso de Tainara e por tentativa de homicídio contra Lucas, um amigo que estava com ela no momento do atropelamento.
Com o falecimento de uma das vítimas, a acusação envolvendo o atropelamento de Tainara foi alterada para feminicídio consumado. A lei que trata do tema prevê pena maior quando a vítima deixa filhos. A pena por feminicídio varia de 20 a 40 anos e pode aumentar quando a vítima é mãe. Tainara deixou dois filhos, de 12 e 7 anos.
A reação da mãe de Tainara
A mãe de Tainara disse que “acabou o sofrimento, e agora é pedir por Justiça”. Lúcia Aparecida da Silva publicou a seguinte mensagem em suas redes sociais:
“Oi, meus amores, boa noite. É com muita dor que venho avisar, que nossa ‘guerreirinha’ Tay nos deixou. Descansou, agradeço desde já todas as mensagens de oração, carinho e amor que vocês tiveram comigo e pela minha filha.
Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme. Mas acabou o sofrimento e agora é pedir por justiça.”
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