Maduro liberta 60 opositores presos após fraude eleitoral
Regime chavista ainda mantém mais de mil presos por motivação política, segundo ONG
A ditadura de Nicolás Maduro libertou nesta quinta-feira, 25, ao menos 60 pessoas presas após as eleições presidenciais de julho de 2024.
“Comemoramos a libertação de mais de 60 venezuelanos, que jamais deveriam ter sido detidos arbitrariamente. Embora não estejam completamente livres, continuaremos trabalhando por sua plena liberdade e pela de todos os presos políticos”, informou a ONG Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos (Clippve),
Segundo a ONG Justicia Encuentro y Perdón, antes das libertações ocorridas neste Natal, havia 1.085 pessoas presas na Venezuela por motivos políticos.
Presos políticos
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, denunciou na quarta-feira, 24, véspera de Natal, ameaças de execução extrajudicial contra presos políticos na prisão de El Rodeo.
Em postagem no X, Corina responsabilizou o regime chavista por quaisquer danos físicos ou psicológicos que possam ocorrer aos detentos.
“Nas últimas horas, recebi informações sobre ameaças diretas e sistemáticas de execução extrajudicial contra presos políticos detidos na prisão de El Rodeo, na Venezuela. Essas ameaças, emitidas por funcionários do aparato repressivo do regime, constituem crimes contra a humanidade, graves violações do Direito Internacional Humanitário e um risco iminente para a vida de indivíduos atualmente mantidos como reféns pelo Estado. São atos diretos e repetidos de intimidação dirigidos a pessoas completamente indefesas, privadas de sua liberdade e sob custódia estatal”, escreveu.
“Exigimos proteção imediata para os presos políticos, acesso a observadores independentes e garantias efetivas de segurança pessoal e de vida. Vidas estão em risco hoje.”
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