Retrospectiva: o dia em que Marcos do Val deu um drible em Alexandre de Moraes
Após a divulgação do drible, Marcos do Val disse que toda a documentação necessária para a viagem estava regularizada
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) driblou uma determinação do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu viajar aos Estados Unidos durante o recesso parlamentar. Apesar disso, em nota, ele negou que tenha cometido alguma irregularidade.
Do Val conseguiu embarcar para Miami em 23 de julho. Ele é investigado pelo crime de obstrução de Justiça após publicar nas redes sociais dados pessoais do delegado da PF Fábio Schor, que responsável pelas investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sobre os atos golpistas do final de 2022.
Após a divulgação do drible, Marcos do Val disse que toda a documentação necessária para a viagem estava regularizada, incluindo passaporte diplomático emitido pelo Itamaraty — com validade até julho de 2027 — e visto oficial para os EUA, renovado até 2035.
Do Val declarou ainda que comunicou previamente sua viagem ao Senado, ao Supremo Tribunal Federal, à Polícia Federal e ao Ministério das Relações Exteriores.
“Apesar de está sofrendo graves violações das minhas prerrogativas parlamentares, até o momento, não há qualquer decisão judicial válida que restrinja a minha liberdade de locomoção. Continuo exercendo plenamente meu mandato e mantendo agendas institucionais”, disse o parlamentar.
“Em conformidade com a legislação brasileira e os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, tenho adotado todas as providências oficiais cabíveis para assegurar o respeito às garantias constitucionais que regem o exercício da minha atividade parlamentar”, ressaltou ele.
Alexandre de Moraes não deixou barato.
Ele determinou o uso de tornozeleira, o bloqueio imediato de valores em contas bancárias, de bens e de chaves Pix de Do Val.
O magistrado também ordenou o cancelamento e a devolução do passaporte diplomático do senador e a proibição de uso das redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”.
Na decisão, Moraes afirmou que a “conduta do investigado demonstra uma absoluta afronta à determinação do Poder Judiciário, uma vez que MARCOS RIBEIRO DO VAL requereu autorização para viajar ao exterior, tendo sido indeferido o pedido, e claramente burlou às medidas cautelares impostas”.
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