Retrospectiva: o dia em que Janja tentou se meter na política da China
Janja teria pedido a palavra para falar dos efeitos nocivos da rede social TikTok e causou uma crise diplomática com a China
A primeira-dama Janja causou um “climão” ao pegar o microfone e criticar o aplicativo TikTok em maio deste ano durante um encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e a delegação brasileira em Pequim.
Janja teria pedido a palavra para falar dos efeitos nocivos da rede social TikTok. Para Janja, o algoritmo favorece o avanço da extrema-direita. A fala quase causou uma crise diplomática de difícil reversão.
Ligação com Partido Comunista
O constrangimento se deu por vários motivos.
Primeiro, ao reclamar de uma empresa privada diretamente ao ditador chinês, Janja insinua que há uma ligação entre o Tik Tok e o Partido Comunista da China.
Foi justamente a suspeita de que a empresa é obrigada a compartilhar informações com o governo comunista que suscitou uma ação no Congresso americano para bloquear a rede social nos Estados Unidos.
Em abril deste ano, o presidente Donald Trump deu um prazo de 75 dias para o TikTok se adequar a uma lei recém-aprovada, que obriga o TikTok a vender sua operação no país.
Além disso, Janja não se deu conta de que estava reclamando do “avanço da extrema-direita” para um ditador comunista, de esquerda.
Obviamente, Xi reprova esse tipo de conteúdo, mas o algoritmo funciona de um jeito diferente.
Aula de censura
Mas o mais absurdo da fala de Janja é pedir uma intervenção oficial para controlar os conteúdos publicados pelas pessoas, sendo que a China é o país que mais censura a internet no mundo.
Não dá para ensinar o padre a rezar a missa, assim como não há como ensinar Xi Jinping a censurar a internet.
Aliás, o TikTok existe na China em um modelo totalmente diferente.
Por lá, o TikTok é operado por aplicativo separado, o Douyin, também da ByteDance.
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