Retrospectiva: o dia em que Janja trancou seu Instagram
Segundo Janja, foi preciso fazer uma "limpeza" na rede social. "Minha saúde estava abalada", disse na época a primeira-blogueira
A primeira-dama Janja fechou seu Instagram no final de abril e atribuiu a atitude aos “comentários de ódio” recebidos em um post no qual pedia orações ao papa Francisco, que faleceu em 21 de abril.
Como apontou Crusoé na época, a decisão causou entranhamento, já que a primeira-dama faz de tudo para estar nos holofotes.
“Tomei essa decisão depois que postei uma imagem do papa Francisco rezando, e em que eu pedia pela saúde dele”, disse a esposa de Lula em entrevista à Folha de S.Paulo.
“As meninas [que a assessoram] sempre me dizem para não ler os comentários [postados por internautas]. Mas eu leio. Quando vi comentários de gente desejando a morte do papa Francisco, eu falei ‘não’. Não dá”, acrescentou.
“A minha saúde mental estava ficando abalada. E é um desrespeito também às pessoas que me seguem e que querem saber das coisas que eu falo e faço”, continuou.
Segundo Janja, foi preciso fazer uma “limpeza”.
“Você entra e tem milhares de comentários de ódio? É desgastante […] Enquanto estão me xingando, ok. Mas desejar a morte do papa, para mim, foi demais”, completou.
Janja sob pressão
O Palácio do Planalto e a primeira-dama foram pressionados ao longo do ano a quebrar o sigilo sobre ela e divulgar informações de sua agenda, de sua equipe e dos gastos que realiza, especialmente quando se apresenta como representante do governo Lula.
Mas como Janja não é autoridade pública, o governo não tem a obrigação de compartilhar sua agenda.
Integrantes da oposição na Câmara iniciaram, em fevereiro, uma frente para investigar as atividades políticas e os gastos da primeira-dama Janja.
De acordo com o vice-líder da oposição, deputado federal Evair de Melo (Progressistas-ES), a ação foi intitulada de “pacote anti-Janja” e consistiu no protocolo de cinco pedidos de informação questionando cinco ministros do governo Lula: Rui Costa (Casa Civil), Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).
Os pedidos não deram em nada.
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