NASA encontrou uma “aranha” em uma lua de Júpiter há 27 anos, mas só agora o mistério foi resolvido
Um mistério espacial de décadas
Em 1998, uma imagem captada pela NASA intrigou cientistas do mundo inteiro. Sobre a superfície de Europa, uma das luas de Júpiter, surgiu uma formação escura com aparência de aranha, localizada dentro de uma grande cratera. Por décadas, a origem dessa estrutura gerou debates, até que um novo estudo finalmente trouxe uma explicação convincente.
O que a NASA encontrou em Europa em 1998?
A descoberta aconteceu durante um sobrevoo da sonda Galileo, responsável por explorar o sistema de Júpiter entre os anos 1990 e início dos anos 2000. Os instrumentos registraram uma estrutura incomum dentro da cratera Manannán.
O desenho chamava atenção por seu formato ramificado, semelhante a pernas se espalhando a partir de um centro. A formação tinha cerca de 22 quilômetros de diâmetro e não se parecia com nada observado anteriormente em luas geladas.

Por que essa estrutura ficou sem explicação por tanto tempo?
Desde sua descoberta, várias hipóteses foram levantadas. Algumas sugeriam fraturas causadas pelas forças gravitacionais intensas de Júpiter, enquanto outras apontavam para possíveis erupções vindas do oceano subterrâneo de Europa.
No entanto, nenhuma dessas teorias conseguia explicar com precisão o padrão complexo e simétrico observado na imagem, o que manteve o mistério ativo por quase três décadas.
Qual foi a nova explicação encontrada pelos cientistas?
Um estudo recente propôs uma comparação com fenômenos observados na Terra, conhecidos como estrelas de lago, formações que surgem em regiões extremamente frias quando a água sob o gelo encontra caminhos para a superfície.
Segundo os pesquisadores, um impacto posterior pode ter rachado a crosta de gelo de Europa, permitindo que água salgada do subsolo subisse, se espalhasse e congelasse, criando o padrão ramificado.
BREAKING🚨: Scientists Intrigued by Large Spider-Like Blob on Europa ─ a prime target in the search for extraterrestrial life ─ a fascinating icy moon of Jupiter pic.twitter.com/tG7yEjhZtY
— All day Astronomy (@forallcurious) December 17, 2025
Como os cientistas conseguiram confirmar essa teoria?
Para testar a hipótese, os pesquisadores recriaram as condições de Europa em laboratório. Ao simular gelo espesso, água salobra e impactos controlados, eles observaram a formação de padrões muito semelhantes.
O resultado foi tão próximo do observado na lua que a estrutura recebeu um nome inspirado na mitologia irlandesa, reforçando a associação com a aparência de aranha vista na imagem original.
Por que essa descoberta é importante para futuras missões?
Entender como essa estrutura se formou ajuda a revelar processos que ocorrem sob a crosta de gelo de Europa. Isso é essencial porque a lua é considerada um dos lugares mais promissores para a busca de vida fora da Terra.
A descoberta ganha ainda mais relevância com a chegada de futuras missões, que poderão usar formações semelhantes como pistas da presença de água líquida próxima à superfície.
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