Rodolfo Borges na Crusoé: O muro russo do PSG
Flamengo conseguiu fazer o mais difícil contra time francês, mas pagou um preço muito caro pela forma como levou o jogo para os pênaltis
“Sofremos… por muito tempo?”, pergunta um dos condenados à morte de O Muro, de Sartre, a um dos médicos que o examina nos procedimentos prévios à execução.
No caso do Flamengo, o sofrimento durou cerca de 140 minutos contra o PSG.
Foi mais uma partida entre sul-americanos e europeus que terminou com a esperada vitória do time do Velho Continente, apesar da brava resistência rubro-negra.
Cavada
Assim como ocorreu na final contra o Liverpool em 2019, o jogo foi para a prorrogação, graças a um daquele pênaltis que só Arrascaeta sabe cavar.
Há quem diga que o Flamengo mereceu vencer, mas a partida deixou claro, mais uma vez, a distância entre o futebol praticado na Europa e na América do Sul.
Apesar da clara superioridade do time francês, os brasileiros conseguiram fazer o mais difícil e levaram partida para os pênaltis, quando as forças tendem a se igualar.
Mas, pelo desfecho da disputa de cobranças da marca penal, talvez tivesse sido melhor perder por apenas um gol durante o tempo normal ou a prorrogação.
Muro
O desempenho espantoso do até então desconhecido goleiro russo Matvei Safonov, que pegou quatro cobranças. transformou a derrota do Flamengo em algo histórico.
Reserva do substituo de Donnarumma, Safonov deixou apenas uma bola entrar, a primeira cobrança, de De La Cruz. E depois funcionou como um muro, parando Saul, Pedro, Leo Pereira e Luiz Araújo, cada um de um jeito diferente.
No conto de Sartre, o protagonista, um anarquista da Guerra Civil Espanhola, tenta pregar uma peça em seus carcereiros.
Condenado à morte…
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