Quaest: 45% desaprovam indicação de Messias ao STF
A indicação do advogado-geral da União ainda tem mais apoio do que a de Cristiano Zanin, ex-advogado de defesa de Lula
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 19, indica que 45% dos brasileiros desaprovam a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias (foto), para o Supremo Tribunal Federal.
Outros 30% aprovam, enquanto 25% não sabem ou não responderam.
Messias foi indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no STF.
Messias x Zanin
Todavia, a indicação de Messias ainda tem mais apoio do que a de Cristiano Zanin, ex-advogado de defesa de Lula, confirmada em junho de 2023.
Em abril daquele ano, a escolha do petista para a vaga deixada por Ricardo Lewandowski era aprovada por 23% e desaprovada por 60%.
Na época, 17% dos entrevistados pela Quaest não souberam avaliar a indicação.
Indicação
A Quaest também perguntou aos entrevistados se o presidente da República deve ter o “poder de indicar quem ele quiser para o STF”.
Para 54%, a resposta é “não”. Outros 41% acham que “sim”.
Em junho de 2023, 59% responderam “não” e 34%, “sim”.
A pesquisa
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 11 e 14 de dezembro.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
Sabatina
O processo da possível confirmação de Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), foi oficialmente adiado para 2026.
Prevista para 10 de dezembro, a suspensão da sabatina foi determinada por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
O motivo (declarado) para o adiamento foi a falta de comunicação formal da indicação por parte do Palácio do Planalto. A formalização dessa mensagem é um pré-requisito para que o Senado possa prosseguir com a análise do nome.
Para o presidente do Senado, foi uma “omissão grave e sem precedentes” do governo. Ele ainda declarou que a ausência do envio representava uma “interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”.
Com a interrupção do processo de sabatina, Jorge Messias terá mais tempo para articular sua “campanha” e conquistar o apoio dos senadores. O nome preferido de Lula tem se empenhado em reverter sua posição desfavorável e garantir os votos necessários para sua aprovação.
A avaliação interna no Senado indica que Messias é “benquisto”, mas sua aprovação depende de um entendimento político entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre.
Alcolumbre não esconde que seu favorito para a vaga é o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preterido por Lula. Assim, o presidente do Senado tem agido ativamente contra a confirmação de Messias.
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