Retrospectiva: o dia em que Zambelli renunciou ao seu mandato
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por comandar a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) entregou em 14 de dezembro uma carta renunciando ao mandato na Câmara.
“A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, disse o comunicado oficial na época.
Com a saída de Zambelli, o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso, assumiu a vaga. Ele já ocupou o cargo de deputado em três ocasiões anteriores como suplente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que a renúncia de Zambelli ocorreu após decisão do STF que fixou prazo de 48 horas para que o suplente assumisse o cargo.
“Em decorrência disso, o presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso (PL-SP), para tomar posse”, diz.
Zambelli está presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil.
Cassação e condenação
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por comandar a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em votação no plenário realizada na última quarta-feira, a tentativa de cassação da deputada foi rejeitada: 227 votos a favor, 170 contrários e 10 abstenções, abaixo dos 257 necessários para a perda do cargo.
O caso gerou repercussão nacional. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificou a rejeição da cassação pela Câmara como nula e determinou a perda imediata do mandato de Zambelli.
Na sexta-feira, a Primeira Turma do STF manteve, de forma unânime, a decisão de Moraes.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)