Tesouro aprova empréstimo de R$ 12 bi aos Correios com garantias da União
Taxa de juros ficou em 115% do CDI
O Tesouro Nacional aprovou nesta quinta-feira, 18, o pedido de empréstimo com garantias que faz parte do plano de reestruturação dos Correios.
O valor da operação é de R$ 12 bilhões. Caso a estatal não cumpra o pagamento das parcelas, o Tesouro cobrirá a dívida.
A taxa de juros ficou em 115% do CDI, abaixo do teto de 120% do CDI estabelecido pelo Tesouro.
Em nota, o Tesouro Nacional reforçou que os juros estão dentro do limite e que a operação “atendeu aos requisitos para análise de capacidade de pagamento para empresas estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes”.
Acrescenta ainda que “as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro Nacional.”
Segundo o Tesouro, o valor aprovado representa uma economia de R$ 5 bilhões em juros aos Correios em comparação à proposta que havia sido negada.
Socorro financeiro
Com 13 trimestres consecutivos de prejuízo, os Correios tentavam conseguir um empréstimo de 20 bilhões de reais com um consórcio formado por bancos públicos e privados para quitar dívidas urgentes.
Os custos elevados da operação, no entanto, levaram à suspensão da negociação.
A oferta apresentada previa juros próximos a 136% do CDI, acima do parâmetro normalmente observado para operações com garantia da União, considerado de até 120%.
A estatal foi informada que o Tesouro Nacional não aceitaria garantir o financiamento caso a taxa de juros ultrapassasse 120% do CDI.
Pressionado a socorrer os Correios, o governo Lula acionou a Caixa Econômica Federal para liberar um empréstimo para a estatal ainda este ano.
Havia a possibilidade de um aporte com recursos do Tesouro Nacional ainda em 2025, mas ela foi descartada.
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