Maduro apela ao Conselho de Segurança da ONU
Caracas solicita reunião e acusa os EUA violar “a soberania nacional, a integridade territorial e a independência política da Venezuela”
Depois de mobilizar a Marinha para a escolta de navios-tanque em suas águas territoriais, em resposta ao bloqueio imposto por Donald Trump, o governo da Venezuela solicitou nesta quarta-feira, 17, uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para debater o que classifica como a “agressão persistente” dos Estados Unidos.
O bloqueio declarado pelo governo Trump na terça-feira, 16, foi o passo mais enfático até o momento na direção de um conflito aberto entre as duas nações. Em reação, Nicolás Maduro classificou a medida como irracional e uma “ameaça grotesca”.
As Forças Armadas da Venezuela reafirmaram seu apoio ao ditador. O regime de Maduro tem na exportação de petróleo a base de sua economia. O país possui as maiores reservas do mundo, sendo a China a principal compradora desse combustível.
Caracas apela à ONU
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, formalizou o pedido de reunião ao Conselho de Segurança da ONU, que deve ocorrer no dia 23.
Em sua comunicação oficial, o chanceler afirmou que “o presidente dos Estados Unidos da América viola nossa soberania nacional com impunidade, perante o mundo inteiro, bem como nossa integridade territorial e independência política”.
Apesar do pedido, é pouco provável que o órgão decida em favor de Caracas. Os Estados Unidos, como membro permanente, possuem poder de veto no Conselho de Segurança.
Venezuela fará escolta de petroleiros vetados por Trump
Maduro ordenou a mobilização da Marinha da Venezuela para acompanhar navios-tanque que transportam petróleo e seus derivados, em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor um bloqueio à indústria petrolífera venezuelana. A medida eleva o nível de tensão militar na área do Mar do Caribe.
Diversas embarcações deixaram a costa leste do país com proteção naval entre a noite de ontem, 16, e a manhã desta quarta-feira, 17. Os deslocamentos foram registrados poucas horas após o anúncio da intenção de Washington de bloquear navios que mantêm relações comerciais com a Venezuela e estão sob sanções do Departamento do Tesouro americano.
Os navios partiram do porto de José, transportando ureia, coque de petróleo e outros subprodutos, tendo mercados asiáticos como destino final. A opção pela proteção militar foi uma reação direta às ameaças proferidas pelo governo venezuelano.
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