Meta vai ler seus chats de IA a partir de hoje
A nova política de privacidade da Meta, em vigor desde terça-feira (15), amplia o uso de inteligência artificial para personalizar a experiência
A nova política de privacidade da Meta, em vigor desde terça-feira (15), amplia o uso de inteligência artificial para personalizar a experiência em Facebook, Instagram e Threads, aproveitando conversas com a IA e dados públicos.
O que mudou na política de privacidade da Meta em 2025
A principal mudança é o uso explícito das interações com a IA e de informações públicas para treinar sistemas automáticos.
Conversas com a IA e dados públicos do Threads, somados a conteúdos já usados desde 2024, alimentam modelos de recomendação e publicidade.
Esses modelos ajustam campanhas e conteúdos sugeridos com base em interesses, engajamento e comportamento observados.
A Meta sustenta que isso reforça seu modelo de negócios de publicidade personalizada, apoiado nos rastros digitais deixados dentro das próprias plataformas.

Como a Meta usa dados públicos e conversas com IA
As conversas com a inteligência artificial se tornam fonte adicional para entender gostos, temas relevantes e padrões de uso.
A empresa afirma que o treinamento é contínuo, atualizando recorrentemente os modelos com novos dados públicos e interações.
No Threads, informações como biografias, comentários públicos e postagens abertas complementam o conjunto de dados.
Esses elementos abastecem recursos de recomendação, filtros automatizados e ferramentas generativas, reforçando a personalização da experiência nas redes.
Como ANPD e entidades de defesa do consumidor reagiram
Em 2024, quando a Meta começou a usar fotos e postagens públicas para treinar sua IA, Idec e ANPD questionaram transparência, base legal e clareza sobre direitos dos usuários.
A ANPD chegou a suspender temporariamente a prática até ajustes na comunicação e nos mecanismos de oposição.

Com a atualização de 2025, incluindo conversas com IA e dados do Threads, a expectativa é de monitoramento contínuo da conformidade com a LGPD.
O foco permanece em transparência, base legal adequada e efetividade dos canais para limitação ou contestação do uso de dados pessoais.
Como recusar o uso de dados pela IA da Meta
O usuário pode se opor ao uso de dados públicos para treinamento de IA, valendo-se de direitos previstos na LGPD.
A Meta disponibiliza um formulário específico para registrar essa oposição, que se aplica ao perfil e a contas vinculadas.
De forma geral, o procedimento indicado pela empresa segue estas etapas principais:
- Acessar o link oficial para contestar o uso de dados em IA.
- Informar o e-mail associado à conta ou às contas desejadas.
- Enviar o formulário e, opcionalmente, justificar como o uso de dados pode afetar o titular.
Today we’re excited to unveil a new generation of Segment Anything Models:
— AI at Meta (@AIatMeta) November 19, 2025
1️⃣ SAM 3 enables detecting, segmenting and tracking of objects across images and videos, now with short text phrases and exemplar prompts.
🔗 Learn more about SAM 3: https://t.co/tIwymSSD89
2️⃣ SAM 3D… pic.twitter.com/kSQuEmwH33
Quais cuidados adotar diante da nova política de privacidade
Para manter maior controle sobre dados pessoais, o usuário deve revisar periodicamente as configurações de privacidade em Facebook, Instagram e Threads.
É importante limitar o que fica público em perfis, biografias, posts e comentários, reduzindo a exposição de informações sensíveis.
Também é recomendável acompanhar avisos sobre atualizações de termos de uso e guardar e-mails de confirmação de oposição.
Essa atenção facilita localizar formulários, entender o tratamento de dados e exercer direitos em um cenário em que a IA se torna central nas experiências digitais.
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