Três multas mais comuns neste fim de ano que podem doer no seu bolso em 2026
Saiba como o farol, a seta e o acostamento podem comprometer sua rota
Em períodos de fim de ano, o fluxo de veículos nas rodovias brasileiras cresce de forma significativa. As viagens de férias, a pressa para chegar ao destino e a distração típica de quem já está com a cabeça no recesso aumentam a ocorrência de infrações que parecem simples, como circular com o farol desligado em rodovia, usar a seta de forma inadequada ou trafegar pelo acostamento, gerando multas altas e maior risco de acidentes.
Como o farol desligado em rodovia aumenta o risco de acidentes?
O uso correto do farol baixo em rodovias é uma medida essencial de segurança viária, pois serve tanto para enxergar quanto para ser visto. Em pistas de alta velocidade, alguns segundos de antecedência na percepção de um veículo podem ser decisivos em frenagens e manobras de desvio.
A legislação reforçou a obrigatoriedade do farol baixo em rodovias durante determinados períodos, e a fiscalização tornou-se mais rigorosa. Em trechos monitorados, trafegar com o farol desligado gera multa e pontos na CNH, o que pode antecipar a suspensão para quem já acumula outras penalidades.
O uso incorreto da seta gera infrações graves?
O uso adequado da seta em rodovias é obrigatório e não apenas um gesto de cortesia, pois sinalizar conversões, mudanças de faixa e ultrapassagens orienta o comportamento dos demais condutores. Quando a manobra não é indicada corretamente, aumenta o risco de colisões traseiras e laterais.
A multa por não usar a seta, usá-la atrasada ou de forma contrária ao que será feito é, em muitos casos, de natureza grave. Em épocas de grande movimento, como Natal e Ano-Novo, a pressa para acessar retornos, postos de combustível ou retornar à faixa de rolamento costuma fazer com que muitos motoristas ignorem a sinalização correta.

Como o uso indevido do acostamento é infração gravíssima?
O acostamento é reservado a emergências, panes mecânicas e atendimento a veículos oficiais, mas em finais de ano é comum vê-lo utilizado para “furar” congestionamentos ou realizar ultrapassagens ilegais. Essa conduta fere o Código de Trânsito e compromete a circulação de ambulâncias e viaturas de resgate.
Entre as situações que caracterizam o uso irregular do acostamento e que podem resultar em multas gravíssimas, destacam-se:
- Trafegar pelo acostamento para ganhar tempo em filas e engarrafamentos.
- Ultrapassar pela direita utilizando o acostamento como faixa de rolamento.
- Estacionar para atividades recreativas ou conversas sem caráter de urgência.
Cansaço e distração aumentam as infrações no fim de ano?
A combinação entre estradas cheias, cansaço acumulado e falta de atenção às regras de trânsito favorece descuidos, especialmente em trechos conhecidos. Muitos condutores subestimam o impacto de “pequenos deslizes”, que o Código de Trânsito Brasileiro classifica como infrações graves ou gravíssimas.
O aumento do movimento nas rodovias amplifica as consequências desses erros, afetando não apenas motoristas, mas também motociclistas, ciclistas e pedestres nas proximidades. Assim, o respeito às normas deixa de ser uma escolha individual e passa a ser uma responsabilidade coletiva.

Como boas práticas ajudam a evitar multas e acidentes?
Embora cada condutor deva conhecer o Código de Trânsito, alguns cuidados simples reduzem o risco de multas por farol desligado, uso incorreto da seta e ocupação irregular do acostamento. Essas práticas também contribuem diretamente para a preservação de vidas nas rodovias.
- Verificar o sistema de iluminação antes de sair, incluindo faróis, lanternas e pisca-alerta.
- Sinalizar todas as manobras com antecedência, como entradas, saídas e mudanças de faixa.
- Utilizar o acostamento apenas em emergências, com pisca-alerta ligado e sinalização adequada.
- Respeitar limites de velocidade e fazer pausas regulares para reduzir cansaço e distração.
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