Como seu ar-condicionado pode estar afetando sua saúde respiratória no dia a dia
Veja como limpar do jeito certo e quando chamar um profissional
Sistemas de ar-condicionado, presentes em casas, escritórios e veículos, podem trazer conforto térmico ou irritação respiratória constante. Quando a limpeza é negligenciada, poeira, fungos, bactérias e outros microrganismos se acumulam e passam a circular no ambiente, afetando diretamente a qualidade do ar e agravando problemas como rinite, sinusite, asma e alergias.
Por que a sujeira no ar-condicionado é um risco para a saúde respiratória?
A sujeira no ar-condicionado mistura poeira, poluição, pelos de animais, pólen e colônias de fungos e bactérias, acumuladas em filtros, serpentinas e dutos. Quando o aparelho é ligado, parte desse material é devolvida ao ambiente e inalado por quem permanece ali por longos períodos.
Em pessoas com doenças respiratórias, esse ar contaminado pode desencadear crises, chiado e falta de ar; em indivíduos sem diagnóstico, causa irritações, congestão nasal e tosse persistente. Em prédios mal ventilados, isso contribui para a chamada síndrome do edifício doente.
Como a sujeira se acumula no ar-condicionado ao longo do tempo?
O acúmulo de impurezas é gradual: o aparelho puxa o ar, retém partículas nos filtros e, sem limpeza, eles saturam e deixam a sujeira avançar para as partes internas. A umidade gerada pela refrigeração favorece a proliferação de fungos, principalmente em bandejas de drenagem e serpentinas.
Alguns fatores aceleram esse processo e exigem atenção extra na rotina de manutenção:
- Uso intenso do aparelho sem pausas para limpeza periódica.
- Ambientes com muitos tecidos, tapetes e objetos que soltam pó.
- Presença de animais de estimação e pouca ventilação natural.
- Localização em áreas urbanas muito poluídas.

Como limpar o ar-condicionado de forma segura e eficiente?
A limpeza começa pela leitura do manual do fabricante, que define o que o usuário pode higienizar e quando chamar um profissional. Em geral, recomenda-se limpar filtros a cada 15 a 30 dias em uso diário, enquanto a higienização interna completa demanda intervalos maiores e apoio técnico.
O procedimento básico inclui desligar o aparelho da tomada, remover e lavar os filtros com água e, se permitido, sabão neutro, deixando-os secar à sombra antes de recolocar. A parte externa deve ser limpa com pano úmido, enquanto serpentinas, bandeja, ventilador e dutos exigem empresa especializada e verificação do dreno.
Quais hábitos ajudam a manter a boa qualidade do ar interno?
Além da limpeza regular, alguns hábitos simples ajudam a preservar a qualidade do ar e reduzir irritações respiratórias. Eles complementam a manutenção técnica e podem ser adotados em casas, escritórios e veículos.
A seguir, alguns cuidados diários e semanais que contribuem para um ambiente mais saudável:
- Abrir janelas em certos períodos do dia para renovar o ar interno.
- Ajustar a temperatura para níveis moderados, evitando frio extremo.
- Evitar uso contínuo em potência máxima para reduzir umidade excessiva.
- Manter o ambiente limpo, com menos poeira, tapetes e objetos acumuladores.

Com que frequência a limpeza do ar-condicionado deve ser feita?
Em residências com uso diário, muitos técnicos recomendam limpar filtros entre 15 e 30 dias e realizar higienização profunda a cada 6 a 12 meses. Em escritórios, lojas e locais com grande circulação, os intervalos devem ser menores devido ao maior volume de partículas.
Em clínicas, hospitais e escolas, normas específicas geralmente exigem cronogramas rígidos de manutenção. Sinais como mau cheiro ao ligar o aparelho, gotejamento interno, mais poeira nos móveis ou piora de sintomas respiratórios indicam que a limpeza precisa ser antecipada.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)